Tribunal de Apelação de Florença confirmou nesta quarta-feira (29) a pena de prisão perpétua para Vittorio Pescaglini, de 59 anos. Ele é o autor do assassinato de sua esposa, a brasileira Maria Batista Ferreira, de 51 anos.
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O crime ocorreu em fevereiro de 2024 na localidade de Fornaci di Barga, na província de Lucca, região da Toscana. A decisão foi anunciada pela corte presidida pela juíza Anna Sacco.
A sentença também ratificou o pagamento provisório de 80 mil euros para cada um dos dois filhos da vítima. O valor equivale a cerca de R$ 468,9 mil na cotação atual. Os filhos são frutos de relacionamentos anteriores da brasileira.
Histórico do caso
A manutenção da pena atende ao pedido do promotor Fabio Origlio. Ele solicitou que a condenação imposta em primeira instância, proferida em junho de 2025 pelo Tribunal de Justiça de Lucca, fosse preservada sem alterações.
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Pescaglini foi condenado por homicídio doloso qualificado. Durante o processo, a defesa do réu, conduzida pelo advogado Giammarco Romanini, tentou o reconhecimento de insanidade parcial. O objetivo era obter a redução da pena, mas o pedido foi negado nas duas instâncias.
Dinâmica do crime
De acordo com a reconstituição feita pelas autoridades italianas, o casal passava por um processo de separação consensual. No entanto, Ferreira não compareceu à audiência final do divórcio.
Diante da ausência, Pescaglini marcou um encontro com a esposa em frente ao hotel onde ela estava hospedada. Após uma discussão no local, o homem desferiu diversos golpes de faca contra a mulher. Ele se entregou à polícia logo após o crime.







































