A vindima de 2026 na Itália foi a mais precoce de sempre, empurrada pelo calor extremo, com um adiantamento que em algumas variedades de uva supera um mês. Ainda assim, os produtores garantem que o vinho será de ótima qualidade. A uva deste ano é considerada muito bonita, sã e rica, e foi colhida antes do tempo para preservar a acidez dos cachos, responsável pela frescura do vinho, segundo o jornal La Stampa.
Dois fatores sustentam a expectativa. O inverno e a primavera foram chuvosos, o que deixou boa reserva de água no solo para as plantas. Além disso, a tecnologia e a experiência dos viticultores, que lidam com o aquecimento global há cerca de vinte anos, ajudam a conter os efeitos do calor tanto na vinha quanto na adega. Ouvidos pela reportagem, Matteo Ascheri, produtor das Langhe, e Lorenzo Giordano, presidente de uma cantina social no Monferrato, confirmam a qualidade.
A avaliação parte de uma constatação antiga, a de que a videira é uma planta resistente e capaz de se adaptar de forma extraordinária ao clima. É essa característica que mantém o vinho bom e agradável mesmo diante das estações mais quentes das últimas safras.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Stampa.
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