Pagamentos a influenciadores contrários a Kiev e repasses a partidos aparecem como métodos usados por Moscou para interferir na campanha eleitoral italiana e impor sua narrativa nas redes sociais. Vários relatórios de inteligência descrevem esses métodos, que combinam a forma antiga e a nova de fazer política. O objetivo seria atuar como titereiro oculto, por trás dos bastidores da disputa, noticiou o jornal La Repubblica.
Na visão do Kremlin, a eleição italiana é um compromisso fundamental para tentar minar a coesão da União Europeia. A Itália é um dos maiores países do bloco e um dos fundadores, e a posição de seu governo pesa nas decisões europeias sobre a guerra na Ucrânia, que exigem consenso entre os Estados membros.
As informações partem de documentos de inteligência, ou seja, avaliações de serviços de segurança, e não de decisões judiciais. O material descreve os métodos de atuação atribuídos a Moscou, sem que isso equivalha a acusação formal. As alegações permanecem no plano do relato dos serviços citados pela reportagem.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Repubblica.






































