A nomeação do ex-ministro da Defesa ucraniano Mykhailo Fedorov como consultor do Ministério da Defesa italiano abriu uma dupla frente diplomática, com Moscou e com Kiev. A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, classificou a escolha como “ridícula e digna de uma fábula satírica de Gianni Rodari”. Já o governo ucraniano e o próprio Zelensky fizeram chegar com discrição ao Palazzo Chigi o incômodo com a decisão, segundo fontes qualificadas ouvidas pelo jornal Il Messaggero.
A consultoria é gratuita e foi anunciada pelo ministro da Defesa, Guido Crosetto, em 28 de agosto, com três fotos publicadas nas redes sociais. Fedorov tem 35 anos, foi responsável pelas campanhas digitais de Zelensky e é apontado como o estrategista da guerra de drones e algoritmos que mudou o curso do conflito. Foi afastado pelo presidente ucraniano em meados de julho, numa troca de comando que gerou protestos no país. O governo italiano garante que ele não terá acesso a informações classificadas da Defesa da Itália.
Giorgia Meloni nunca comentou a nomeação e não respondeu às provocações russas. A resposta veio de Crosetto: “Nos quereriam fracos e indefesos”. O entorno de Zelensky reclama de não ter sido informado a tempo. Fedorov é visto como rival político do presidente ucraniano.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.






































