A Itália perdeu 22,3 mil bares nos últimos dez anos, entre 2015 e 2025, pressionados pela alta dos custos e pela queda no número de clientes. Não se trata apenas de fechamentos, mas de uma transformação: no lugar dos bares chegaram restaurantes e take away. Considerando todos os estabelecimentos, incluindo sorveterias, a perda cai para menos de dez mil unidades, segundo relatório da Fipe-Confcommercio, a Federação Italiana dos Estabelecimentos Públicos.
O bar sempre foi um símbolo da sociabilidade italiana, o lugar para ler jornais, jogar cartas ou bilhar e assistir televisão. Esse hábito mudou com o digital e as redes sociais. Roma perdeu mais de mil bares, mais de um quinto em dez anos. Turim e Trieste tiveram quedas de 22,1% e 23,4%. Cagliari perdeu 20,8% e Palermo, 19,6%.
Parte do Sul vai na direção oposta. Nápoles registrou 704 novos estabelecimentos do setor, alta de 19,7%, seguida por Palermo, Bari e Taranto. Segundo Luciano Sbraga, diretor do centro de estudos, no Norte o mercado é mais maduro, enquanto no Sul o bar ainda é visto como forma de autoemprego, em região de alto desemprego.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Stampa.
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