Um episódio de dengue em Bangcoc levou o escritor italiano Gianluca Gotto a se confrontar com a própria mortalidade e a descobrir que havia caído em depressão. Internado, desidratado e com alucinações, ele diz que algo se rompeu dentro de si, embora por fora sua vida parecesse perfeita. A saída veio pelo budismo, apresentado por um monge, e pela meditação, ensinada por um mestre zen japonês, contou ao jornal Corriere della Sera.
Gotto tinha quase 30 anos quando adoeceu, durante uma de suas viagens ao Oriente. Ao sair do hospital, entendeu que estava em depressão. O medo de simplesmente estar vivo o impedia de pegar um avião e voltar à Itália para buscar ajuda. Caminhando pela cidade, encontrou um monge budista que o acolheu em seu templo e falou não de religião, mas de uma busca existencial. Depois foi encaminhado a um mestre zen, que lhe deu o instrumento que julga o mais importante, a meditação.
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Nascido em Turim em 1990, Gotto sempre buscou liberdade ao lado da companheira, Claudia. O casal viveu na Austrália e no Canadá, cruzou a Europa de van e rodou o Oriente. Após 42 mudanças e viagens por Laos, Camboja, Vietnã, Tailândia e Bali, onde nasceu a filha Asia, fixou-se em Cingapura. Ele conta oito livros publicados, com mais de dois milhões de cópias vendidas. Seu título mais recente, Ci basterà mangiare il vento, aparece em segundo lugar entre os mais lidos da Itália.
Com informações do jornal Corriere della Sera
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