Um imposto sobre grandes patrimônios pode entrar no programa do centro-esquerda italiano nas próximas eleições. A ideia reúne o Partido Democrático (PD) e o Movimento 5 Estrelas (M5S), até então céticos sobre a medida. A defesa partiu do eurodeputado Pasquale Tridico, do M5S, e do economista Emanuele Felice, do PD, durante debate na Festa del Fatto, na Versiliana, informou o jornal Il Fatto Quotidiano.
Segundo Tridico e Felice, a Itália tem 71 bilionários e cerca de 2 mil pessoas com patrimônio acima de 100 milhões de euros. Seriam os únicos atingidos pela cobrança. Felice, professor da Universidade Iulm de Milão, sugeriu chamar a medida de taxa sobre multimilionários. A condição para viabilizá-la seria conter o risco de fuga de capitais. Não houve acordo formal, apenas convergência rumo a um programa comum.
Os participantes também defenderam o retorno a uma medida semelhante à Renda de Cidadania. A socióloga Chiara Saraceno lembrou recomendação europeia por uma renda digna até 2030. Para o economista Lucio Baccaro, do Instituto Max Planck de Colônia, o problema central da Itália é a estagnação, não a desigualdade, e seria preciso que a Comissão Europeia afrouxasse os limites fiscais.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Fatto Quotidiano.
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