A Corte de Apelação civil de Milão adiou a decisão sobre o pedido de suspensão do bloqueio da área a quente da ex-Ilva de Taranto. Os juízes se reservaram o direito de decidir, e a definição é esperada em poucos dias. Em 27 de julho, a mesma corte havia confirmado a decisão de primeiro grau e determinado a paralisação das atividades em até 90 dias, segundo o jornal Il Fatto Quotidiano.
A siderúrgica de Taranto é uma das maiores da Europa e vive uma disputa entre a defesa da produção e a saúde da população. Onze cidadãos obtiveram o bloqueio da área a quente. A data limite é 16 de setembro, quando começaria o resfriamento natural do alto-forno, ponto sem retorno que causaria, segundo a empresa, danos gravíssimos e irreversíveis. O advogado Ascanio Amenduni, que representa os moradores, acredita que os juízes decidirão antes de 15 de setembro.
Os sindicatos calculam mais de 20 mil trabalhadores em risco. Na semana passada foi anunciada demissão coletiva de 2.500 empregados de empresas fornecedoras. O governo informou ter obtido acordo temporário para suspender as cartas de demissão. Fim, Fiom, Uilm e Usb dizem não ver uma perspectiva industrial concreta.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Fatto Quotidiano.
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