Uma máquina que percorre as fileiras da vinha e dispara raios ultravioleta sobre as videiras está em teste nas Langhe, no Piemonte, como resposta ao aquecimento climático. O equipamento chegou da França, onde já é usado em Bordeaux e em outras regiões vinícolas. Quem explica o funcionamento é Claudio Pirra, agrônomo da Pio Cesare, uma das vinícolas símbolo da região, em reportagem do jornal La Stampa.
Pirra é natural de Novello e tem 26 vindimas na bagagem. Segundo o agrônomo, o tratamento torna as plantas mais vigorosas e faz a uva manter acidez maior e um bom nível de ácido tartárico, elementos que ajudam a produzir vinhos mais frescos. A experiência vem dando bons resultados nos vinhos brancos. Nos tintos, diz ele, o método ainda está em fase de estudo.
As Langhe ficam no sul do Piemonte e são uma das áreas de vinho mais conhecidas da Itália, berço de tintos como Barolo e Barbaresco. O calor excessivo é um problema para a região porque acelera o amadurecimento da uva, reduz a acidez e altera o equilíbrio do vinho. A busca por técnicas que preservem essa acidez virou tema recorrente entre os produtores italianos.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Stampa.






































