A Itália registrou um novo recorde negativo de natalidade em 2025. Segundo dados divulgados pelo Istat (Instituto Nacional de Estatística), o país teve 355.000 nascimentos no último ano.
O número representa uma queda de 3,9% em relação a 2024, quando foram registrados 370.000 bebês. O resultado ficou abaixo da previsão mais pessimista do instituto, que projetava 361.000 nascidos.
Para o demógrafo Alessandro Rosina, da Universidade Católica de Milão, a situação é preocupante. “Nunca havíamos descido a um nível tão baixo”, afirma o especialista sobre o patamar inédito.
A estrutura das famílias italianas também passa por transformações. Atualmente, o país tem 26,6 milhões de núcleos familiares, mas 37,1% deles são compostos por apenas uma pessoa.
O Istat destaca que a estabilidade da população residente, fixada em 58,9 milhões, deve-se ao fator migratório. O órgão afirma que a Itália permanece um país no qual uma dinâmica migratória muito positiva consegue contrastar uma renovação natural amplamente negativa.
O envelhecimento populacional coloca a Itália como o país mais idoso da União Europeia. A expectativa de vida é de 81,7 anos para homens e 85,7 anos para mulheres.
Especialistas alertam que a falta de novas gerações ameaça a sustentabilidade do sistema de previdência. Políticas governamentais de incentivo, como o bônus para mães, não surtiram efeito no último período.
Rosina aponta que a recuperação é possível com investimentos reais em licenças parentais e apoio aos jovens. Ele reforça que a tendência atual “não é um destino inevitável, somos nós que o estamos tornando assim”.
O demógrafo acredita que, se os nascimentos voltassem a superar a marca de 450.000, o país poderia ter um futuro sustentável. Caso contrário, a estrutura demográfica será inviável em 2050.
A pergunta que fica para o governo Meloni neste abril de 2026 é: quem pagará as contas de uma Itália que se recusa a nascer?
O poder da imigração
O papel da imigração surge como um ponto positivo neste cenário, independentemente de propagandas nacionalistas e xenófobas. Em 1º de janeiro de 2026, a população residente na Itália somava 58.943.000 indivíduos.
O número permanece estável em relação a 2024 devido ao fluxo migratório. Segundo o Istat, “a Itália permanece um país no qual uma dinâmica migratória muito positiva consegue contrastar uma renovação natural amplamente negativa”.
Atualmente, os cidadãos estrangeiros na Itália somam 5.500.000 pessoas. O aumento foi de 188.000 em relação ao ano anterior, representando 9,4% da população total do país.
Radiografia da Itália em 2026

















































Lincoln E L De oliveira
1 de abril de 2026 at 11:33
Tranquilo …oIslam irá repovoar rapidamente…