Esta quarta-feira (01) na Itália apresenta um cenário de repercussões importantes no esporte e na política externa.
A seleção da Itália falhou na tentativa de se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. A derrota ocorreu na disputa de pênaltis contra a Bósnia-Herzegovina, em partida válida pela repescagem realizada na terça-feira, 31 de março.
Com o resultado, os tetracampeões mundiais não participarão do torneio que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. A Itália já havia ficado fora das edições de 2018 e 2022. O técnico Gennaro Gattuso afirmou estar orgulhoso do desempenho e do empenho demonstrado pelos jogadores durante a partida.
Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol, confirmou que solicitou a permanência de Gattuso no cargo. Gravina também declarou que não pretende renunciar à presidência da entidade após a eliminação.

Governo nega uso de base aos EUA
O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni recusou autorização para que aeronaves dos Estados Unidos utilizassem a base de Sigonella. Os aviões seguiam para uma missão de combate no Oriente Médio. Fontes do Ministério da Defesa informaram que a recusa ocorreu por questões burocráticas e legais.
Os acordos vigentes permitem o uso de bases italianas pelos militares americanos apenas para fins logísticos. Missões de combate exigem autorização do governo e aprovação do Parlamento. Como as aeronaves já estavam em voo, não houve tempo hábil para a consulta parlamentar necessária.
Investigação no estádio San Siro
A venda do estádio San Siro pela prefeitura de Milão aos clubes Inter de Milão e AC Milan é alvo de investigação. A polícia financeira da Itália apura suspeitas de fraude em licitação no processo de alienação do imóvel e do terreno.
Nove pessoas são investigadas, incluindo o ex-CEO da Inter, Alessandro Antonello, e o gerente geral da cidade de Milão, Christian Malangone. A investigação foca na aprovação da venda de 28 hectares de terra pública por 197 milhões de euros, ocorrida em setembro.
Inflação e preços de energia
A inflação na Itália atingiu 1,7 por cento no mês de março. O índice foi impulsionado pelo aumento nos preços de energia decorrente do conflito no Irã. Os dados preliminares são do Instituto Nacional de Estatística (Istat).
O governo italiano mantém a redução de impostos sobre combustíveis até o dia 7 de abril. Representantes do setor industrial afirmam que a medida teve impacto limitado e cobram novas ações governamentais para conter os custos.










































