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Cidadania

Tajani não desiste: agora ele quer cidadania italiana só até a 2⁠ª geração

Ministro das Relações Exteriores da Itália quer revisar a cidadania por descendência e endurecer regras para imigrantes.

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Ministro das Relações Exteriores mantém sua obsessão em reformar a lei de cidadania, limitando o ius sanguinis e endurecendo regras | Foto: Frederick Florin / AFP

Antonio Tajani, vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, continua insistindo em sua proposta de reestruturar a legislação de cidadania. O político defende critérios mais rígidos para o ius sanguinis e o ius scholae, apontando que a maturidade e o vínculo com a italianidade precisam ser garantidos.

Segundo a Ansa, nos próximos dias, a proposta — ainda em rascunho — será discutida entre os parlamentares do Forza Italia e apresentada aos aliados do governo.

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Uma das principais mudanças propostas é a limitação da cidadania italiana por descendência até a segunda geração, ou seja, para até netos.

Tajani não desiste: nova proposta de cidadania italiana à vista

Tajani, número dois do governo da Itália e responsável pelos consulados italianos ao redor do mundo, reafirmou sua intenção de revisar a legislação de cidadania, enfatizando a necessidade de critérios mais rígidos tanto para o ius sanguinis (cidadania por descendência) quanto para o ius scholae (cidadania através do ciclo educacional).

Tajani anunciou que uma reunião entre os parlamentares do Forza Italia será realizada nos próximos dias para debater os detalhes da proposta, que ele pretende levar ao Parlamento.

“Nós estamos trabalhando para consolidar uma proposta que aborde a cidadania em sua totalidade”, disse Tajani. “Somos totalmente contra a concessão da cidadania após apenas cinco anos de estudos. Precisamos de pelo menos dez anos, porque, depois de cinco anos, ainda é cedo demais para que uma pessoa tenha amadurecido a consciência e a italianidade”, explicou.

Critérios mais rigorosos para o ius sanguinis

Tajani também abordou a necessidade de endurecer as regras para o reconhecimento da cidadania através do ius sanguinis, argumentando que muitas pessoas obtiveram a cidadania italiana apenas para garantir um passaporte europeu ou norte-americano, sem interesse em se tornarem efetivamente italianas.

“Muitas dessas pessoas não conhecem nem mesmo a língua italiana”, ressaltou. Para ele, é fundamental avançar com uma reforma “séria e crível” que evite esse tipo de reconhecimento indiscriminado.

O ministro destacou que a proposta de reforma não tem nenhuma ligação com a questão da imigração ilegal, sendo, antes de tudo, uma questão de direitos e identidade nacional. Tajani garantiu que o Forza Italia está “fortemente comprometido” com esse objetivo.

Antes de apresentar a proposta ao Parlamento, Tajani planeja submetê-la aos aliados da coalizão governista para avaliar se há interesse em apoiar a reforma. “Se eles não quiserem compartilhar, apresentaremos como Forza Italia”, afirmou com determinação.

Uma operação bastante arriscada para a coalizão da direita e para a estabilidade do governo.

O caminho para essa mudança, no entanto, não será fácil, já que outras figuras importantes do governo, como a primeira-ministra Giorgia Meloni, já indicaram que não enxergam necessidade de alterar a legislação atual de cidadania. “A lei sobre cidadania está boa como está, não vejo razão para mudá-la”, disse Meloni.

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