Famílias e empresas na Itália devem pagar até mil euros a mais por ano com luz, gás e combustível, se a crise no Oriente Médio não tiver solução. Aos preços de setembro, calcula a Nomisma Energia, uma família tipo em regime de tutela gastaria 136 euros a mais por ano em eletricidade, alta de 18%. No gás, o aumento chega a 31%, ou 366 euros. Com os reajustes na bomba, a conta teórica de um ano beira os mil euros, publicou o jornal La Repubblica, nesta sábado (19).
Leia também: Termina o horário de verão na Itália e diferença para o Brasil cai para 4 horas
O peso maior recai sobre quem tem contrato de preço variável, que sente o reajuste já na primeira fatura. Cerca de metade das famílias na eletricidade e um terço no gás está protegida por tarifa fixa, mas só até o fim do bloqueio, que costuma durar um ano. Depois, a tarifa é atualizada com base nos valores de atacado. Entre os contratos variáveis estão também os de cerca de 3 milhões de usuários vulneráveis no serviço de tutela, com preços fixados pela autoridade: idosos acima de 75 anos, famílias com bônus de energia e renda baixa e pessoas com deficiência.
A crise expõe de novo a dependência europeia do gás. Após a parada das exportações do Golfo, o preço na bolsa de Amsterdã subiu de 30 para 80 euros, com estoques no menor nível em dez anos. Na Itália o valor é ainda mais alto, e a eletricidade no atacado, a mais cara do continente, opera acima de 200 euros por megawatt-hora.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.



































