A Arábia Saudita vai suspender em outubro a entrega de petróleo a clientes europeus que têm contratos de longo prazo com a Saudi Aramco. Pelo menos duas refinarias já teriam sido avisadas, mas a decisão atingiria todos os compradores do continente. Na origem do bloqueio estão os danos ao oleoduto East-West, que transportava entre 4 e 5 milhões de barris por dia até Yanbu, no Mar Vermelho, de onde o petróleo seguia ao Mediterrâneo pelo sistema egípcio Sumed, sem passar pelo Estreito de Ormuz, informou o jornal Il Messaggero, nesta sábado (19).
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A interrupção obrigou a Aramco a reorganizar as exportações. A empresa teria recolocado no mercado cerca de 60 milhões de barris, com carregamentos entre setembro e outubro a partir do terminal de Ras Tanura, no Golfo Pérsico. Esse petróleo vai passar por Ormuz e será transferido entre navios perto de Sohar, em Omã. A operação devolve ao mercado entre 1 milhão e 1,5 milhão de barris por dia, mas destinados sobretudo a China, Índia, Coreia do Sul e Japão. A Europa fica de fora, já que os navios teriam de atravessar o Mar Vermelho, alvo de ataques, ou contornar a África, em quase cinco semanas de viagem.
A combinação de petróleo caro, menor oferta saudita e transporte mais longo pode elevar os custos das refinarias europeias.
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