O recesso de verão nas escolas italianas dura cerca de três meses e repete o mesmo impasse todos os anos para quem precisa conciliar filhos e trabalho. É a pausa escolar mais longa da União Europeia, atrás apenas da Bulgária.
Em 2026, as férias começaram em 6 de junho em regiões como Emilia-Romagna e Vêneto, e em 16 de junho em Bolzano. A maioria das regiões encerrou as aulas nos dias 8 ou 9. O retorno às salas acontece entre 7 e 15 de setembro, conforme a região.
Até 14 semanas sem aulas
Para a maior parte das famílias, o período fora da escola chega a 13 ou 14 semanas. Grécia e Portugal vêm logo atrás no ranking europeu, com cerca de 12 semanas de recesso.
Na pré-escola, a pausa costuma ser menor. São cerca de oito semanas concentradas em julho e agosto.
Programas de verão ajudam a cobrir parte desse intervalo. Muitas vezes, as próprias escolas que as crianças frequentam organizam essas atividades. O custo, porém, costuma ser à parte.
A conta não fecha
O desafio aparece ao comparar as semanas livres com o tempo de férias dos pais. Os contratos padrão de tempo integral na Itália, nem sempre fáceis de conseguir, oferecem cerca de quatro a cinco semanas de férias remuneradas por ano.
Muitas empresas ainda fecham as portas durante todo o mês de agosto. Nesses casos, o trabalhador precisa usar suas semanas de descanso justamente nesse período.
A diferença entre o calendário escolar e o tempo livre dos pais deixa uma lacuna grande de semanas a cobrir. A situação pesa especialmente sobre famílias estrangeiras, que nem sempre têm avós ou parentes por perto para ajudar com as crianças.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.
