As escolas da Itália têm 931.323 alunos sem cidadania italiana, o equivalente a 11,6% de uma população escolar de pouco mais de 8 milhões de estudantes, segundo dados divulgados pela Fondazione ISMU.
Na prática, quase 12 de cada 100 alunos matriculados no país possuem cidadania estrangeira. A presença é maior no ensino primário, onde chega a 13,7%. Na educação infantil são 12,7%, no primeiro ciclo do ensino médio, 12,6%, e no segundo ciclo, 8,6%.
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QUERO ANALISAR MEU CASOO levantamento chama atenção também para as escolhas educacionais e para os planos dos jovens. Entre os estudantes estrangeiros do ensino médio, 37,9% dizem imaginar seu futuro na Itália. Outros 30,5% pensam em viver em um terceiro país e 7,9% pretendem morar no país de origem ou no país de origem de seus pais.
Técnicos e profissionais atraem mais estrangeiros
As diferenças aparecem de forma mais clara na escolha do ensino secundário.
Cerca de 40% dos estudantes sem cidadania italiana frequentam institutos técnicos, enquanto 28% estão em institutos profissionais. Apenas 31% estudam em liceus.
Entre os alunos italianos, a situação é diferente: 52% frequentam liceus e 15% estão em institutos profissionais. A diferença entre os dois grupos nos liceus supera 20 pontos percentuais.
Quando se observa o peso dos estrangeiros dentro de cada modalidade, são 14,6 alunos sem cidadania italiana a cada 100 matriculados em institutos profissionais, 10,6 nos técnicos e apenas 5,3 nos liceus.
Menos estrangeiros pretendem cursar universidade
As diferenças continuam depois da conclusão da escola.
A decisão da Corte Constitucional mudou o cenário. A nova lei da cidadania agora será analisada pela Justiça da União Europeia.
Entre os estudantes estrangeiros do ensino médio, 44,5% pretendem entrar na universidade, ante 57,8% dos estudantes italianos. Quase um quarto dos estrangeiros, 24,6%, planeja começar a trabalhar logo depois de terminar os estudos.
Os números fazem parte de análises da ISMU sobre a pesquisa do Istat “Bambini e ragazzi: comportamenti, atteggiamenti e progetti futuri”, realizada em 2023.
O levantamento do Istat envolveu jovens de 11 a 19 anos residentes na Itália. Foram selecionadas cerca de 108 mil pessoas e 39.214 responderam ao questionário, formando uma amostra estatisticamente representativa de jovens italianos e estrangeiros.
Maioria está no norte da Itália
A distribuição dos alunos estrangeiros também é bastante desigual no território.
Mais de 65% estudam no norte do país. O Noroeste reúne 37,6% e o Nordeste, 27,4%. O Centro concentra 21,4%, o Sul, 9,5%, e as ilhas, 3,8%.
A Lombardia lidera em números absolutos, com cerca de 237 mil alunos sem cidadania italiana, mais de um quarto do total nacional. Na sequência aparecem Emilia-Romagna e Veneto.
Dados referentes ao ano letivo 2023/24 indicam ainda que 607.169 dos 931.323 alunos estrangeiros, ou 65,2%, nasceram na própria Itália. O dado mostra que a classificação por cidadania não significa necessariamente que o estudante tenha migrado para o país.
Nota sobre os dados
A Fondazione ISMU e o portal oficial Integrazione Migranti apresentaram nesta sexta-feira os 931.323 alunos como referentes ao ano letivo 2024/25. Documentos anteriores, porém, atribuem exatamente o mesmo total e a mesma distribuição por níveis escolares ao ano letivo 2023/24. Por isso, o Italianismo opta por identificar os números como os dados mais recentes divulgados pela instituição, sem atribuí-los definitivamente a 2024/25 enquanto não houver esclarecimento da divergência.
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