Cem produtos de consumo diário na Itália, divididos em cinco categorias (massa, arroz, pão, biscoitos e cereais matinais), foram comprados em supermercados e redes de desconto e enviados a um laboratório credenciado para medir a concentração de cádmio, metal pesado tóxico e cancerígeno. O quadro é tranquilizador para os adultos, mas a margem de segurança diminui para as crianças, segundo o jornal Il Fatto Quotidiano, que publicou a investigação em conjunto com o Salvagente e o Valori.it.
A apuração, assinada por Rita Cantalino, nasceu de um alerta na França. A agência nacional francesa de segurança alimentar, ambiente e trabalho, a Anses, classificou a contaminação da população por cádmio através da comida como uma “bomba sanitária” e pediu aos consumidores que limitassem o consumo de massa e pão. Pela avaliação da agência, cerca de metade dos adultos supera a dose crítica permitida e um quarto das crianças ingere doses excessivas do metal. O problema é o bioacúmulo.
Na Itália, os dados analíticos foram cruzados com o consumo real da população pela pesquisadora Luana Izzo, da Universidade Federico II de Nápoles. O ponto mais crítico está nas crianças de 1 a 2 anos. Entre 1 e 9 anos, a massa responde por 27,4% a 44% da dose semanal.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Fatto Quotidiano.






































