O governo italiano está cada vez mais perto de retomar o incentivo de 65% para obras de eficiência energética, entre elas a instalação de painéis solares, a troca de esquadrias e a compra de bombas de calor. A volta do Ecobonus será financiada por meio da cláusula de flexibilidade orçamentária para energia concedida por Bruxelas. Para obter os recursos, o alcance da medida terá de se ajustar às regras da União Europeia, publicou o jornal La Repubblica, nesta sábado (19).
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O Ecobonus é um benefício fiscal italiano voltado a quem faz reformas para reduzir o consumo de energia em imóveis. Ele permite descontar parte do gasto com as obras, e a alíquota de 65% define quanto do valor investido pode ser abatido. A retomada desse percentual amplia o incentivo a intervenções como painéis solares, novas janelas e sistemas de aquecimento mais eficientes.
A novidade está no modo de bancar a medida. O incentivo será financiado pela cláusula de flexibilidade orçamentária para energia concedida pela Comissão Europeia, sediada em Bruxelas. Essa cláusula permite que a Itália abata do cálculo do déficit nacional os investimentos estruturais destinados à segurança energética. Em troca desse tratamento, o desenho do benefício precisará se enquadrar nos limites definidos pela União Europeia, o que condiciona quais obras poderão entrar no programa.
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