A mãe de Mauro Falletta, jovem médico morto há cerca de vinte anos nas águas das Ilhas Eólias, pediu que a memória do filho ajude a proteger quem vai ao mar. Ele foi atingido por uma lancha enquanto praticava pesca submarina. O caso ganhou novo peso após a tragédia na lagoa de Veneza, onde um casal de jovens morreu no choque entre uma embarcação e um táxi aquático, informou o jornal La Stampa, nesta sexta-feira (18).
O acidente de Falletta foi seguido de um longo processo judicial, que se arrastou por anos e terminou com a prescrição. Para a família, à perda do filho somou-se a sensação de que aquela morte não encontrou resposta na justiça. Em 2016, a Itália criou o crime de homicídio no trânsito, e os parentes passaram a questionar por que uma proteção semelhante não valia também na água.
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Em 2017, por meio dos advogados, a família tentou levar essa questão adiante. À época, o homicídio náutico não existia como crime. A comparação era direta: uma embarcação a motor conduzida sem regras e sem prudência pode ser tão perigosa quanto um automóvel na estrada.
Em 2023, o Parlamento italiano introduziu o crime de homicídio náutico, ao lado do homicídio no trânsito. Esse é justamente o crime imputado no caso da lagoa de Veneza. A mãe diz não buscar revanche e afirma que a lei chegou tarde demais para o filho.
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