Quanto custa viajar para a Itália em 2026? Na simulação feita pelo Italianismo, um viajante econômico precisa reservar cerca de € 812 para sete dias, sem incluir a passagem aérea entre Brasil e Itália.
Para dez dias, o orçamento básico sobe para € 1.160 por pessoa. Em 15 dias, chega a aproximadamente € 1.740.
Os valores consideram hospedagem dividida por duas pessoas, alimentação, transporte urbano, deslocamentos entre cidades e atrações. Passagens aéreas, compras, seguro, taxas municipais de hospedagem e despesas imprevistas ficam fora da conta.
Por isso, os números devem ser usados como referência de planejamento, e não como preço fechado de uma viagem.
Na cotação de referência publicada pelo Banco Central Europeu em 16 de setembro de 2026, € 1 equivalia a R$ 5,9368. O BCE ressalta que suas taxas são apenas referenciais e não correspondem necessariamente ao câmbio oferecido ao consumidor por bancos, cartões ou casas de câmbio.
Quanto custa uma viagem para a Itália em 2026
A simulação considera três perfis de viagem. Na hospedagem, o valor é calculado por pessoa, com duas pessoas dividindo o mesmo quarto.
A conversão para reais utiliza exclusivamente a taxa de referência do BCE de 16 de setembro. Na prática, o turista brasileiro pode pagar um valor diferente devido ao câmbio do dia, spread, impostos e tarifas da instituição utilizada.
Como foi feita a conta
Para o perfil econômico, o Italianismo considerou um gasto médio de € 116 por pessoa por dia.
Isso equivale a um orçamento de quarto de aproximadamente € 100 por noite para um casal no perfil econômico, € 170 no intermediário e € 280 no mais confortável.
Não significa que o turista gastará exatamente esses valores todos os dias. Os custos variam bastante conforme a cidade, a época da viagem e a antecedência da reserva.
Veneza, Florença, Roma e Milão, por exemplo, podem apresentar diferenças expressivas de hospedagem entre uma semana comum e períodos de alta procura.

Alimentação: dá para gastar € 35 por dia?
É possível, mas exige algum controle.
O Numbeo, plataforma colaborativa de preços, indicava em setembro de 2026 uma refeição em restaurante econômico na Itália por cerca de € 18. Uma refeição de três pratos para duas pessoas em restaurante intermediário aparecia por aproximadamente € 70. Um cappuccino custava, em média, € 1,77.
Os números não são uma tabela oficial de preços e variam entre cidades e estabelecimentos.
Para ficar próximo de € 35 por dia, o viajante provavelmente terá de combinar restaurantes com mercados, padarias, pizzarias, panini e refeições rápidas.
Quem pretende almoçar e jantar sentado em restaurantes diariamente deve trabalhar com um orçamento maior, especialmente em áreas turísticas.
Transporte urbano custa pouco perto de outras despesas
Em Roma, o bilhete comum BIT custa € 1,50 e tem validade de 100 minutos. O passe semanal custa € 29, segundo a ATAC.
Em Milão, o bilhete válido nas zonas Mi1 a Mi3 custa € 2,20 e pode ser usado por 90 minutos. O bilhete de 24 horas custa € 7,60 e o de três dias, € 15,50, de acordo com a ATM.
Para quem se hospeda em áreas centrais, caminhar também reduz bastante a necessidade de transporte em cidades como Florença e Veneza. Roma exige mais planejamento porque as atrações ficam distribuídas por uma área maior.
Viajar de trem pode mudar bastante a conta
O trem é uma das formas mais práticas de combinar cidades como Roma, Florença, Bolonha, Veneza e Milão.
Nos trens de alta velocidade, porém, não existe um único preço para cada trecho. O valor muda conforme o horário, a tarifa disponível, a classe e a antecedência da compra.
A Trenitalia oferece atualmente a tarifa FrecciaDAYS, com descontos de até 60% sobre a tarifa Base em Frecciarossa e Frecciargento. A oferta deve ser comprada até 21 dias antes da partida e tem lugares limitados. Os bilhetes possuem condições específicas de alteração e reembolso.
Na simulação do Italianismo, foi criada uma reserva média diária de € 15 no perfil econômico, € 25 no intermediário e € 35 no mais confortável. Esse dinheiro não precisa ser gasto diariamente. Ele serve para formar o orçamento dos deslocamentos entre cidades ao longo da viagem.
Coliseu, Vaticano e Uffizi já passam de € 60
As atrações pagas também precisam entrar na planilha.
O ingresso comum do Coliseu, Fórum Romano e Palatino custa € 18, segundo o Parco archeologico del Colosseo.
Nos Museus Vaticanos, o ingresso inteiro custa € 20 sem reserva pela internet. A modalidade oficial com reserva antecipada custa € 25. O bilhete também dá acesso à Capela Sistina, conforme a tabela oficial.
Na Galleria degli Uffizi, em Florença, o ingresso comum custa € 25 quando comprado no próprio dia e € 29 quando adquirido antecipadamente. Desde janeiro de 2026, a galeria também oferece ingresso vespertino de € 16 para entrada a partir das 16h, ou € 20 quando comprado antes do dia da visita, segundo a tarifa oficial.
Considerando apenas Coliseu, Museus Vaticanos e Uffizi, o turista gasta pelo menos € 63, sem contar reservas e outros museus.
Por outro lado, boa parte da experiência turística italiana não exige ingresso. Praças, bairros históricos, fontes, muitas igrejas e áreas urbanas podem ser visitados gratuitamente.
E a passagem do Brasil?
A passagem aérea é uma das despesas mais voláteis e, por isso, ficou fora das tabelas principais.
Em uma consulta disponível em meados de setembro de 2026, o Google Flights apontava passagem de ida e volta entre São Paulo e Roma a partir de US$ 728 com conexão. O voo direto mais barato aparecia por US$ 775 para datas de novembro. As tarifas estavam sujeitas a alteração e disponibilidade.
Usando as taxas de referência do BCE de 16 de setembro, o voo direto de US$ 775 equivaleria a aproximadamente R$ 3.990. Isso é apenas uma conversão de referência, não o preço final que necessariamente será cobrado em reais.
O próprio Google Flights apontava outubro como o mês historicamente mais barato na rota São Paulo a Roma, com preços típicos observados entre US$ 670 e US$ 1.250 nos 12 meses anteriores. Julho aparecia como o mês historicamente mais caro.
Como passagens mudam rapidamente, esse valor deve ser atualizado sempre que a matéria passar por revisão.
A taxa turística pode acrescentar mais de € 100 à viagem
Um gasto que costuma ficar fora das primeiras contas é a taxa turística municipal, chamada na Itália de imposta di soggiorno ou, em Roma, contributo di soggiorno.
Em Roma, as tarifas vigentes incluem € 6 por pessoa e por noite em hotéis de três estrelas, € 7,50 nos quatro estrelas e € 10 nos cinco estrelas. A cobrança nesses casos está limitada a dez pernoites consecutivos na mesma hospedagem, conforme a deliberação oficial do Comune di Roma.
Um casal hospedado por sete noites em um hotel quatro estrelas de Roma, portanto, paga € 105 de contribuição turística.
Apartamentos de temporada, pousadas e outras categorias possuem tarifas próprias. Florença, Veneza, Milão e outros municípios também adotam regras e valores diferentes. Por isso, a taxa deve ser conferida antes da reserva.
Quanto reservar para 10 dias na Itália
Para dez dias, a simulação aponta € 1.160 por pessoa no perfil econômico, sem passagem aérea e taxa turística.
No perfil intermediário, a referência sobe para € 1.930. Para uma viagem mais confortável, com hotéis melhores, restaurantes frequentes, maior flexibilidade nos deslocamentos e mais atrações pagas, a simulação chega a € 3.050 por pessoa.
Para duas pessoas, isso significa um orçamento terrestre de aproximadamente € 2.320 no perfil econômico, € 3.860 no intermediário e € 6.100 no mais confortável. A passagem internacional deve ser somada depois.
Onde dá para economizar
Hospedagem, passagem aérea e deslocamentos entre cidades são os itens que podem produzir as maiores diferenças no orçamento.
Nos trens de alta velocidade, comprar antecipadamente aumenta a possibilidade de encontrar tarifas promocionais, embora as opções mais baratas normalmente tenham regras mais restritivas.
Na alimentação, alternar restaurantes com mercados, padarias e estabelecimentos mais simples ajuda a controlar o gasto diário.
Também vale montar o roteiro antes de reservar as hospedagens. Trocar de cidade a cada noite aumenta os custos com transporte e consome tempo que poderia ser usado na própria viagem.
A melhor referência, portanto, não é procurar um único valor para “uma viagem à Itália”, mas calcular passagem, número de noites, padrão de hospedagem, cidades escolhidas e quantidade de atrações pagas.
Para dez dias, a diferença entre um orçamento de € 1.160 e € 3.050 por pessoa mostra o peso que essas escolhas têm no custo final.
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