O deputado Fabio Porta, do Partido Democrático e eleito pela circunscrição da América do Sul, apresentou uma interpelação ao Ministério das Relações Exteriores da Itália para denunciar um suposto caso de propaganda referendária envolvendo o COMITES de Rosário, na Argentina.
Segundo o parlamentar, foram recebidas diversas denúncias de que canais oficiais do COMITES teriam divulgado a imagem de uma cédula eleitoral com um “X” marcado na opção “SIM”.
Para Porta, a publicação pode contrariar o dever de imparcialidade e neutralidade que orienta os organismos de representação dos italianos no exterior.
Pedido de apuração ao governo
Na interpelação apresentada ao governo italiano, o deputado pede verificações urgentes sobre o caso.
Porta solicita que as autoridades diplomáticas e consulares apurem os fatos. Caso a irregularidade seja confirmada, o parlamentar pede a avaliação de possíveis sanções.
Entre as medidas citadas estão a suspensão ou até a perda de mandato dos responsáveis pelos órgãos envolvidos.
Referendo constitucional em março
O caso ocorre no contexto do referendo constitucional marcado para os dias 22 e 23 de março de 2026 na Itália.
A consulta trata de regras da Justiça italiana. Atualmente, juízes e promotores fazem parte da mesma carreira dentro da magistratura.
A pergunta do referendo é se esse modelo deve ser modificado ou mantido.
Se o eleitor votar SIM, significa que concorda com mudanças em algumas regras atuais da Justiça.
Se votar NÃO, significa que prefere manter o sistema como funciona hoje.
Voto dos italianos no exterior
Italianos que vivem fora da Itália também participam da votação.
Nesses casos, o voto é realizado por correspondência. As cédulas são enviadas para o endereço do eleitor registrado nos consulados.
Declaração do deputado
Os COMITES são organismos que representam as comunidades italianas residentes no exterior e, por essa razão, devem manter atuação institucional baseada na neutralidade.
Ao comentar o caso, Porta afirmou:
“A democracia se defende também garantindo que o voto dos italianos no mundo seja realmente livre, informado e sem condicionamentos por parte de instituições que deveriam representar toda a comunidade, e não apenas uma parte dela”.
Além do caso em Rosário, a Embaixada da Itália em Brasília também teria recebido denúncias relacionadas à atuação do COMITES.



























































