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Teste para cidadania italiana de Suárez foi armado, revela polícia

Teste para cidadania italiana de Suárez foi armado, revela polícia

Polícia monitorava conversas telefônicas de funcionários da Universidade de Perugia

Um simples teste de conhecimento da língua italiana pode incriminar o astro do Barcelona, o uruguaio Luis Suárez. Os planos para jogar na Juventus ficaram complicados.

A Guarda de Finanças, polícia financeira da Itália, encontrou várias irregularidades na prova relâmpago que o jogador realizou na Universidade de Perugia.

Segundo escutas telefônicas, os temas abrangidos pelo exame foram previamente acordados com o atleta, diz a publicação do jornal La Repubblica, nesta terça-feira (22).

A polícia investiga a suposta participação, inclusive, da reitora da Universidade para Estrangeiros de Perugia, Giuliana Grego Bolli, e o diretor geral da universidade, Simone Olivieri.

Nas interceptações efetuadas, os funcionários da universidade combinam o teste:  “Pra te contar tudo – lê o trecho da interceptação entre Lorenzo Rocca e Stefania Spina, examinadores do teste – , hoje liguei para Lorenzo Rocca que contou a ele sobre a simulação do exame e praticamente combinamos aquilo que ele fará no exame”.

Ao ser perguntado pelo interlocutor, o examinador disse: “(ele) vai passar, porque com 10 milhões (de euros) de salário por temporada não dá para deixá-lo de fora porque ele não tem o B1“.

Tarefa difícil já que “é A1 (nível básico)” e “não conjuga verbos“, continuam os funcionários.

Em outro trecho, em conversa entre a reitoria e o examinador, ele dizem: “Ele (jogador) está memorizando as várias partes do exame”.

A prova, que durou alguns minutos em vez das habituais duas horas e meia, foi concluída com fotos, sorrisos e abraços, além do agradecimento da reitora à Suárez.

O caso

O atacante pode tirar a dupla cidadania porque sua esposa Sofia Balbi possui cidadania italiana, mas o uruguaio precisaria passar primeiramente por este exame linguístico. É a chamada cidadania por naturalização.

O decreto de segurança, implantado em 2018, passou a exigir o conhecimento prévio do idioma italiano por meio de um teste de proficiência.

O candidato à naturalização precisará atingir, no mínimo, o nível B1 — o que equivale ao intermediário — para que o processo seja finalizado.

A regra vale tanto para quem mora no país europeu quanto para os que deram início à naturalização italiana no Brasil.

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