Siga o Italianismo

Olá, o que deseja procurar?

Euro Hoje R$ 5,88

Morar na Europa

1.602 médicos formados no Brasil já exercem a profissão em Portugal

Formados no país já somam 1.602 e quase alcançam os espanhóis; a rede privada concentra a chegada e abre caminho para a Europa.

A pneumologista e intensivista brasileira Letícia Kawano, radicada em Portugal há três anos, aponta a segurança da família como principal motivo da migração de médicos do Brasil para o país europeu, em imagem divulgada em janeiro de 2026. Crédito: Arquivo pessoal / Público.
A pneumologista e intensivista brasileira Letícia Kawano, radicada em Portugal há três anos, aponta a segurança da família como principal motivo da migração de médicos do Brasil para o país europeu, em imagem divulgada em janeiro de 2026. Crédito: Arquivo pessoal / Público.

Os médicos formados no Brasil estão perto de se tornar o maior grupo estrangeiro em atividade em Portugal. Dados da Ordem dos Médicos mostram 1.602 profissionais brasileiros autorizados a atuar no país, número muito próximo ao dos espanhóis, que somam 1.649 e sempre lideraram entre os clínicos imigrantes.

No total, 4.808 médicos estrangeiros exercem a profissão em Portugal de forma regular, e os brasileiros representam 33,3% desse contingente. Entre janeiro e novembro de 2025, dos 434 profissionais que receberam autorização, 138 (31,8%) vieram do Brasil, seguidos por angolanos (22), italianos (12) e espanhóis (11).

O presidente da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, ligou o crescimento ao avanço da imigração no país. Pelos cálculos da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), há 1,5 milhão de imigrantes vivendo de forma regular em território luso — os brasileiros somam mais de 630.000.

O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, Carlos Cortes, associa o aumento de profissionais estrangeiros no país ao crescimento da imigração, que já soma 1,5 milhão de pessoas em situação regular, em imagem de janeiro de 2026. Crédito: Divulgação / Ordem dos Médicos
O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, Carlos Cortes, associa o aumento de profissionais estrangeiros no país ao crescimento da imigração, que já soma 1,5 milhão de pessoas em situação regular, em imagem de janeiro de 2026. Crédito: Divulgação / Ordem dos Médicos

Maioria atua na rede privada

A maior parte dos médicos estrangeiros trabalha na saúde privada portuguesa, que se expande com a procura por seguros de saúde. Em novembro de 2025, o Sistema Nacional de Saúde (SNS) contava com 969 especialistas estrangeiros e 333 internos em fase de especialização.

Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a maior parte desses profissionais está em hospitais, com 595 especialistas e 237 internos. Outros 368 atuam em cuidados primários e 96 seguem em especialização nos centros de saúde.

Segurança pesa na escolha

A pneumologista Letícia Kawano, 46 anos, há três anos em Portugal, aponta a proteção da família como principal motivo da mudança. “Com certeza, não é pelo salário, pois, no Brasil, as remunerações são maiores. O que tem pesado bastante na decisão dos profissionais brasileiros da medicina de trocarem o Brasil por Portugal é a questão da segurança para a família”, ressaltou.

Ela também citou Portugal como porta de entrada para o mercado europeu. Depois de reconhecer o diploma e a especialidade e de atuar por um período no país, o médico pode exercer em outras nações da União Europeia.

Onde os estrangeiros trabalham

Dos 4.808 médicos estrangeiros regulares em Portugal, apenas 969 especialistas e 333 internos atuavam no SNS em novembro de 2025. O restante concentra-se na rede privada, o setor que mais cresce no país. Os números são da Ordem dos Médicos e da ACSS. (Com informações do Público)

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira também:

Brasileiros em Portugal

Levantamento do Itamaraty aponta salto na demanda em 2025; Porto lidera atendimentos e violência doméstica preocupa a comunidade.

Brasileiros no Exterior

Processo extraordinário termina em 30 de junho e já superou o dobro da estimativa inicial do governo de Pedro Sánchez. Veja quem tem direito.

Morar na Europa

Levantamento oficial do INE aponta a maior origem europeia entre os imigrantes do país e mostra quem ficou para trás.

Viver na Europa

Comunidade saltou 106% em apenas quatro anos e já responde por mais de um terço dos imigrantes no país.