O presidente da Fifa, Gianni Infantino, virou alvo de críticas na Itália depois de ironizar a ausência da seleção italiana na Copa do Mundo pela terceira edição seguida. A repercussão começou nesta semana e envolveu o governo, a federação local e ex-jogadores.
A declaração ocorreu na última quinta-feira (11), em entrevista à CazéTV. Questionado se poderia ampliar o torneio de 48 para 64 seleções, o dirigente, que também tem cidadania italiana, usou a Azzurra como alvo de brincadeira.
“Vamos ver se a Itália se classifica com 64 seleções, ou talvez eu tenha que colocar 208 para ver se ela se classifica”, disse Infantino.
A reação no país foi imediata. O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, afirmou ter ficado “perplexo com o que li” e disse querer conversar diretamente com o dirigente. “Como a distância entre Itália e México é grande, é melhor falar por telefone para entender”, ponderou. O ministro acrescentou que está “interessado em saber direito o pensamento dele”.
Fontes da Federação Italiana de Futebol (Figc), sem comando desde a eliminação para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia, classificaram a fala como uma “declaração infeliz que feriu os sentimentos de toda a comunidade esportiva” do país. Em condição de anonimato, um integrante da entidade afirmou que “na vitória e na derrota, o futebol ensina valores”.
O ex-jogador Marco Tardelli, um dos heróis do título de 1982, cobrou “respeito” do presidente da Fifa. “Ele não pode se permitir dizer uma coisa do tipo”, afirmou.
Horas depois, Infantino publicou no Instagram uma foto ao lado de Gianni Rivera, vice-campeão com a Azzurra na Copa de 1970, em um aceno à Itália. O dirigente, porém, não pediu desculpas.
“O torneio de 1970 foi extraordinário, assim como este será em 2026, mesmo sem a Itália, tetracampeã mundial. Mas a Azzurra voltará em breve, e mal posso esperar para vê-la novamente nas eliminatórias do centenário em 2030”, escreveu.
Fonte: ANSA.






































