Dados do Consulado Italiano em Londres revelam que os italianos nascidos no Brasil formam o maior grupo entre os cidadãos italianos residentes na Inglaterra e País de Gales que vieram de fora da Itália e do Reino Unido. Segundo o registro oficial do AIRE (Anagrafe degli Italiani Residenti all’Estero), com data de 23 de setembro de 2021, esse grupo somova 117.605 pessoas. Os nascidos no Brasil respondem por 30,6% desse universo, o equivalente a aproximadamente 35.280 cidadãos italianos.

O número supera com folga os demais grupos da mesma categoria. Nascidos em Bangladesh aparecem em segundo lugar, com 11,6%, seguidos por Paquistão (7,18%), Índia (6,16%), Gana (5%), Nigéria (3%) e África do Sul (2,7%). A predominância reflete a expressiva comunidade de descendentes italianos no Brasil, que obtiveram a nacionalidade pelo critério do ius sanguinis, a transmissão da cidadania por laços de sangue, independentemente do país de nascimento.
O que revelam os números do AIRE
Do total de 446.971 italianos registrados na Inglaterra e País de Gales naquela data, metade nasceu na própria Itália (221.196) e um quarto no Reino Unido (108.170). O quarto restante reúne tanto imigrantes que obtiveram a cidadania por naturalização na Itália quanto descendentes que a adquiriram por ius sanguinis.
O tema circulou em conversas informais, na última semana, entre conselheiros do CGIE (Consiglio Generale degli Italiani all’Estero), órgão consultivo que representa os italianos no exterior junto ao governo de Roma.
A relevância do dado vai além da demografia. Cidadãos italianos registrados no AIRE têm acesso a direitos consulares, podem participar das eleições italianas e, a depender dos acordos bilaterais, acumular benefícios previdenciários entre os dois países.








































