O Senado Federal deu um passo concreto para reconhecer a presença histórica dos imigrantes italianos em Minas Gerais. A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (19) a criação do “Caminho do Imigrante Italiano em Minas Gerais“, rota turística que reunirá os municípios de Andradas, Monte Sião, Ouro Fino e Jacutinga. O projeto segue agora à Câmara dos Deputados, salvo recurso para análise em plenário.
A proposta é do senador Carlos Viana (PSD-MG) e integra o PL 2.730/2024. O objetivo é gerar desenvolvimento econômico sustentável nas quatro cidades, ampliar as atividades turísticas da região e valorizar os atrativos naturais, culturais e históricos ligados à cultura ítalo-brasileira no sul de Minas.
150 anos de imigração como pano de fundo
Na justificação do projeto, Carlos Viana lembrou que a imigração italiana completou 150 anos no Brasil em 2024 e que Minas Gerais está entre os três estados que mais receberam imigrantes da Itália. Para o senador, a criação de uma rota turística específica é uma forma de reconhecer essa contribuição histórica e, ao mesmo tempo, gerar impacto econômico local. O projeto, segundo ele, “estimula novos negócios, com a consequente criação de empregos e geração de renda.”
O relator da proposta, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), emitiu parecer favorável e destacou o potencial estruturante da iniciativa para os municípios envolvidos.
“A institucionalização do ‘Caminho do Imigrante Italiano‘ conferirá aos municípios de Andradas, Monte Sião, Ouro Fino e Jacutinga importante chancela, capaz de estruturar roteiros, atrair investimentos para a infraestrutura local e divulgar a região nacional e internacionalmente”, afirmou o relator.
Apoio de programas federais de turismo
O texto aprovado prevê que a estruturação, a gestão e a promoção dos atrativos turísticos da rota contarão com apoio de programas oficiais voltados ao fortalecimento da regionalização do turismo no país. Zequinha Marinho avaliou que a proposta valoriza a memória da imigração italiana e fortalece a identidade cultural do sul de Minas Gerais.
O projeto ainda precisará ser votado pelos deputados federais antes de se tornar lei.






































