Segundo o RaiNews, a Itália pretende apresentar na cúpula europeia de 4 de agosto, convocada pela própria premiê Giorgia Meloni, uma proposta para criar estruturas em países fora da União Europeia destinadas a gerir imigrantes irregulares sem direito de permanência no continente. O modelo é o acordo já firmado com a Albânia, ainda sob análise do Tribunal de Justiça da UE, com sentença esperada para setembro. O governo italiano quer que essa política deixe de ser uma iniciativa nacional e se torne uma estratégia compartilhada por toda a União.
No debate europeu, a questão migratória ganha peso político porque vários países fundadores da UE enfrentam eleições nos próximos anos, com partidos conservadores em alta nas pesquisas. Roma também planeja usar o SPG+, regime comercial da UE que concede tarifa zero a países em desenvolvimento em troca de compromissos com direitos humanos, como instrumento de pressão para que países terceiros cooperem nos retornos. A partir de janeiro de 2027, esse mecanismo passará a vincular mais explicitamente os benefícios comerciais à colaboração em deportações.
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Leia o artigo original em italiano no site da RaiNews.







































