Médicos, contadores, consultores trabalhistas, engenheiros e profissionais da saúde aparecem entre as categorias mais confiáveis perante o Fisco italiano. Na ponta oposta estão donos de restaurantes, ambulantes, taxistas, motoristas de aluguel (NCC) e concessionárias de veículos.
Os números, segundo o jornal Corriere neste domingo (31), vêm das declarações de imposto de renda de 2025 e foram compilados pelo Ministério da Economia e das Finanças (Mef) da Itália. Em algumas categorias, mais de 60% dos contribuintes são considerados confiáveis. Em outras, esse índice não passa de 30%.
Como funciona a nota do Fisco
A Itália avalia empresas e autônomos por meio dos ISA (Índices Sintéticos de Confiabilidade), uma espécie de boletim fiscal com nota de 1 a 10. O valor 8 corresponde à média de aprovação. A partir dele, o contribuinte é considerado confiável diante do Fisco.
Entre os profissionais mais bem avaliados estão os médicos, com 80,2% de contribuintes acima da nota 8. Em seguida vêm contadores e consultores trabalhistas (63,4%), engenheiros (60,5%), paramédicos (60,3%) e dentistas (57,7%). No grupo de menor confiabilidade, restaurantes registram apenas 29,2% de contribuintes acima da nota de corte. Concessionárias somam 31,2%, taxistas e NCC 31,5%, ambulantes 31,6% e padarias 32,1%.

Diferenças de renda declarada
A comparação entre quem tem nota acima e abaixo de 8 revela contrastes em quase todas as categorias. Médicos com ISA superior a 8 declaram, em média, 102.800 euros por ano, enquanto os abaixo da nota declaram 37.700 euros.
Entre os taxistas e NCC, a renda média anual cai de 54.500 euros (acima de 8) para 33.200 euros (abaixo de 8). Nos restaurantes, a diferença é ainda maior, de 65.400 euros para 15.600 euros. Já os contadores mais confiáveis declaram em média 139.200 euros, contra 50.900 euros dos menos confiáveis. Entre os dentistas, a média passa de 105.400 euros para 42.700 euros.
Confiabilidade em alta, mas não para todos
No conjunto, a confiabilidade fiscal das partite IVA cresceu em relação ao passado, impulsionada também pelo acordo preventivo bienal. O avanço, porém, não atinge todas as categorias.
Mercados de alimentos tiveram aumento de 16% na fatia de contribuintes confiáveis. Psicólogos subiram 10%, agrimensores 9,2%, arquitetos 7,2% e escritórios de advocacia 6,6%. Na direção oposta, a confiabilidade caiu entre ambulantes (15,9%), representantes comerciais (11,8%) e concessionárias de automóveis (9,5%). A queda das farmácias (20,3%) é atribuída principalmente à retração do faturamento após o pico da pandemia. Também recuaram tabacarias (6,3%), bares e confeitarias (2,6%), lojas de móveis (1,3%) e açougues (1,2%).







































