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Economia

O Vêneto que precisa de imigrantes: 189.000 postos vagos até 2030

Estudo do Veneto Lavoro projeta escassez de mão de obra até 2030 e aponta idosos, mulheres e imigrantes como saída.

Estudantes participam de atividades de orientação no espaço "Talenti al lavoro" da Veneto Lavoro, que reúne serviços de busca de emprego no Vêneto.
Estudantes participam de atividades de orientação no espaço "Talenti al lavoro" da Veneto Lavoro, que reúne serviços de busca de emprego no Vêneto.

O Vêneto pode chegar a 2030 com cerca de 189.000 postos de trabalho vagos, sem gente para ocupá-los. A projeção é do Observatório Regional do Mercado de Trabalho do Veneto Lavoro, no relatório “Opus/6 — Cenários evolutivos e sustentabilidade do mercado de trabalho”.

A causa está na demografia. A queda da natalidade e o envelhecimento da população reduzem o número de pessoas em idade ativa numa das regiões mais produtivas da Itália, que já convive com baixo desemprego e falta de trabalhadores qualificados.

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Três alavancas para fechar a conta

O estudo aponta que o buraco pode ser coberto por grupos hoje pouco aproveitados. Num cenário de crescimento moderado, o mercado ganharia cerca de 192 mil trabalhadores, o suficiente para equilibrar oferta e demanda.

Vêneto · mercado de trabalho em 2030
189.000 postos de trabalho podem ficar vagos
Se a demanda crescer 1% ao ano, o buraco sobe para 299.000.
Quem pode preencher (cenário de crescimento moderado, ~192.000 trabalhadores)
111.000
64.000
16
Acima de 65 anos
111.000
Imigrantes
64.000
Mulheres
16.000
Fonte: Veneto Lavoro, relatório Opus/6. Taxa de ocupação do Vêneto em 2025: 69,3%.

A maior contribuição viria dos trabalhadores com mais de 65 anos, com cerca de 111.000 pessoas, impulsionada pela própria expansão dessa faixa etária. Os fluxos migratórios, de outras regiões e do exterior, somariam 64 mil trabalhadores, um aporte que o relatório classifica como estrutural, mas insuficiente sozinho. O aumento do emprego feminino completaria o quadro, com cerca de 16 mil.

Em 2025, o Vêneto registrou taxa de atividade de 71,8% e de ocupação de 69,3%, acima da média nacional. Entre os 15 e 64 anos, os inativos são 28% da população, e há cerca de 78 mil pessoas dispostas a trabalhar mesmo sem procurar emprego de forma ativa.

O alerta para depois de 2030

O número aparece no mesmo momento em que ganha espaço na Itália o debate sobre “remigração”, a ideia defendida por setores da direita de estimular a saída de estrangeiros. Os dados do Veneto Lavoro apontam na direção oposta: a região precisará atrair, e não afastar, mão de obra.

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“Se em 2030 o cenário mais plausível é o de uma sustentação do mercado de trabalho, nos anos seguintes o número de trabalhadores disponíveis está destinado a se reduzir de forma irremediável”, afirma Tiziano Barone, diretor do Veneto Lavoro. Ele defende formação contínua, políticas de conciliação entre vida e trabalho e programas estruturados de formação, pesquisa e seleção de trabalhadores estrangeiros nos países de origem. (Com informações do Corriere della Sera e do il Nord Est)

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2 Comentários

1 Comentário

  1. bruno dringoli

    Quero trabalhar

  2. Rodrigo André Quarentei Lucchesi

    Parabéns Itália pois ao invés de nos incentivar os descendentes a voltar pra Itália vcs fecharam as portas, e não vem com esmola de naturalização que nós não queremos não.

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