Os preços de alimentos na Itália subiram 25% desde 2021. A alta supera em quase oito pontos o índice geral de preços ao consumidor. Os dados são do Istat, o instituto nacional de estatísticas.
Segundo as informações mais recentes, o aumento no valor das compras no supermercado supera a inflação acumulada no período.
Impacto no orçamento das famílias
A associação de consumidores Codacons estima que a alta acrescentou em média 1.900 euros ao gasto anual das famílias italianas com alimentação nos últimos cinco anos.
Já a Assoutenti afirma que uma em cada três famílias reduziu despesas com alimentos.
A Lei 74/2025 está sendo questionada na Corte de Justiça da União Europeia. Para milhares de descendentes, o próximo passo depende de entender como a nova regra afetou cada caso.
Seu processo ainda pode ter uma saída judicial.
ANALISAR O MEU CASOHá dez anos, uma pessoa solteira gastava em média 290 euros por mês no supermercado. Desse total, cerca de 58 euros eram destinados a carne, 70 euros a frutas e verduras e 9 euros a café e chá, segundo o Istat.
Em 2024, ano mais recente com dados consolidados, o gasto médio mensal de uma pessoa sozinha chegou a 338,50 euros. O valor representa 16% a mais do que em 2016.
Diferenças regionais
Levantamento do Observatório Nacional de Preços e Tarifas, analisado pela Codacons em 18 cidades italianas, aponta diferenças relevantes entre regiões.
Os custos mais altos foram registrados em Milão e Bolzano, no norte do país. Os mais baixos aparecem em Nápoles, Bari e Catanzaro, no sul.
Em Bolzano, um cappuccino custa em média 2,29 euros. Em Roma, o valor é cerca de um euro menor.
O quilo do tomate sai por 2,72 euros em Nápoles. Em Turim, custa 3,87 euros. Em Bolzano, chega a cerca de 4,58 euros.
Um litro de leite custa em média 1,22 euro em Milão, 1,11 euro em Bari e 1,16 euro em Florença.
Produtos mais afetados
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor para a Coletividade, conhecido como NIC, mostra quais itens mais subiram.
A análise da Federconsumatori indica alta nos preços de carne bovina, arroz, café e chocolate.
Já azeite, verduras e algumas frutas apresentaram queda ou estabilidade.
Os dados do Observatório, disponíveis desde 2021, mostram a evolução dos preços.
Em 2021, um quilo de arroz em Catanzaro custava cerca de 1,90 euro. Hoje, o valor chega a 2,39 euros, alta superior a 25%.
Em Roma, no fim de 2025, o consumidor pagava em média 26,6% a mais por carne bovina e 44,8% a mais por chocolate em comparação a quatro anos antes.
O café registrou uma das maiores altas. O preço passou de 9,54 euros por quilo em 2021 para 17,31 euros em 2025. A variação supera 80%.
Investigação em andamento
Entidades de defesa do consumidor pediram apuração do caso à autoridade nacional antitruste.
A Lei 74/2025 está sendo questionada na Corte de Justiça da União Europeia. Para milhares de descendentes, o próximo passo depende de entender como a nova regra afetou cada caso.
Seu processo ainda pode ter uma saída judicial.
ANALISAR O MEU CASOFoi aberta uma investigação sobre grandes redes varejistas na cadeia agroalimentar. O processo segue em andamento.






































