Segundo o jornal Corriere della Sera, o joalheiro Mario Roggero, de 72 anos, relatou ao diário La Verità seu primeiro mês na prisão de Bollate, onde está desde 17 de julho. Ele foi condenado em definitivo a 14 anos e 9 meses por ter matado dois assaltantes. O relato foi feito por meio da mulher, Mariangela Sandrone, com quem fala todas as noites entre às 20h e às 21h (horário da Itália). A cela tem três metros por quatro. “Não me queixo”, disse, afirmando que passa grande parte do tempo ocupado, entre um escritório interno e a biblioteca, onde atualiza o catálogo.
Roggero tinha uma joalheria em Grinzane Cavour, na província de Cuneo, no norte da Itália. Ele diz não entender a condenação por homicídio voluntário, já que o perito do tribunal escreveu que ele agiu para defender a família dos assaltantes. Cita uma lei aprovada no início de agosto que prevê prisão domiciliar em casos específicos e pede “um pouco de humanidade”.
Em 16 de setembro, o Tribunal de Vigilância de Milão decidirá se suspende a prisão enquanto se aguarda o resultado do pedido de graça. Sobre a graça, ele afirma não pressionar o Quirinale e diz respeitar as instituições e o presidente Sergio Mattarella. Preocupam o joalheiro a casa, a atividade que a mulher conduz com a filha Laura, os 780 mil euros de indenização provisória, os 3 milhões pedidos pelas famílias das vítimas e os imóveis penhorados.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
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