A saída aos 64 anos, o aumento das aposentadorias mínimas e uma poupança previdenciária pública para recém-nascidos estão entre as propostas em estudo para a lei orçamentária de 2027 na Itália. Sem uma nova norma, em janeiro entra em vigor a elevação da idade e dos requisitos definida na lei de 2026: 67 anos e 1 mês para a aposentadoria por idade e 42 anos e 11 meses de contribuição para os homens na antecipada. A oposição pede o congelamento de todos os aumentos, informou o jornal Il Messaggero, nesta domingo (20).
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O debate ocorre sob pressão fiscal. Em 22 de setembro, o Istat, órgão de estatística da Itália, divulgará o déficit definitivo de 2025, quando o Executivo saberá as margens reais de manobra. Entre as despesas obrigatórias estão o reajuste das aposentadorias pela inflação e a adequação, ao menos parcial, à decisão da Corte Constitucional sobre o pagamento de rescisão de servidores públicos, que deve reduzir os prazos de espera. Em 31 de dezembro expira a Ape Sociale, que permite a saída antecipada aos 63 anos e 5 meses, com até 1.500 euros brutos mensais para desempregados, cuidadores, inválidos e trabalhadores em funções penosas, e precisará de novo financiamento.
O presidente do Inps, Gabriele Fava, propôs uma poupança previdenciária pública para recém-nascidos, alimentada pelo Estado com cerca de 1.000 euros ao ano e com aportes voluntários da família.
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