Segundo o jornal Corriere della Sera, o crítico de arte Vittorio Sgarbi classificou como “um roubo sem sentido” a subtração de obras do Museu Regional Interdisciplinar de Messina, na Sicília, entre elas uma Madonna de Antonello da Messina levada na noite de 15 de agosto. Para Sgarbi, as peças são invendíveis e estão fora de qualquer negociação, porque se trata de trabalho único e de tábua extremamente frágil. A delicadeza do suporte, disse, representa um problema adicional.
Antonello da Messina foi pintor siciliano do século 15, um dos nomes centrais do Renascimento italiano. Sgarbi afirmou que sugeriu à Região Siciliana comprar a tábua em leilão da Christie’s, em julho de 2003, quando a obra vinha de uma coleção privada de Berlim e foi arrematada por 257.188,75 libras, equivalentes a 361.857,42 euros, pouco acima do lance inicial de 200 mil libras. O então secretário regional de Bens Culturais da Sicília, Fabio Granata, disse que a mesma tábua vale atualmente ao menos dezenas de milhões de euros.
Sgarbi já havia se envolvido na defesa do acervo do artista. Em julho de 2013, criticou o risco de fechamento do Museu Mandralisca de Cefalù, que guarda o Retrato de marinheiro desconhecido, também de Antonello. O fechamento não se concretizou.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
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