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Vítima identificada

Identificado o corpo de atleta italiano de 17 anos em tragédia na Suíça; mortos chegam a 47

A primeira face da tragédia nos Alpes: jovem atleta morre em incêndio que já soma 47 vítimas.

Emanuele Galeppini celebrava o Ano-Novo em Crans-Montana; balanço de mortos sobe para 47 e número de italianos atingidos chega a 19
Emanuele Galeppini celebrava o Ano-Novo em Crans-Montana; balanço de mortos sobe para 47 e número de italianos atingidos chega a 19

O rosto da tragédia que chocou os Alpes suíços no primeiro dia de 2026 começou a ganhar nome e história. A Federação Italiana de Golfe confirmou nesta sexta-feira (2) a morte de Emanuele Galeppini, de apenas 17 anos. Ele é a primeira vítima formalmente identificada do incêndio que devastou o bar Le Constellation, em Crans-Montana.

Galeppini, considerado uma das grandes promessas do esporte na Itália, estava na lista de desaparecidos desde a madrugada de quinta-feira. Segundo as autoridades, o celular do jovem, encontrado nos escombros do bar, foi peça-chave para a sua identificação.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana

Balanço se agrava: 47 mortos

O cenário em Crans-Montana é ainda mais grave do que o inicialmente previsto. O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, atualizou o número de mortos para 47 — sete a mais que o balanço anterior da polícia local.

Tajani está na Suíça para acompanhar o atendimento aos sobreviventes. Ao todo, 19 italianos estão diretamente envolvidos na tragédia:

  • 3 transferidos para o Hospital Niguarda, em Milão;
  • 10 hospitalizados na Suíça (dois em estado crítico não localizado);
  • 6 continuam desaparecidos.

“Estado Crítico”: 100 feridos lutam pela vida

A situação nos hospitais da região é dramática. Das 115 pessoas feridas, entre 80 e 100 estão em estado crítico, segundo Stéphane Ganzer, chefe de segurança do Cantão de Valais. O alto número de pacientes com queimaduras graves e sem identificação formal impede que as famílias tenham notícias definitivas.

Assim como no caso da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, o uso indevido de pirotecnia em ambiente fechado é o foco central da investigação. Testemunhas reafirmaram que o fogo começou após velas presas a garrafas de champanhe atingirem o teto.

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Donos em choque

Os proprietários do bar, o casal francês Jessica e Jacques Moretti, manifestaram-se através de fontes próximas. Jessica estava no local e sofreu queimaduras no braço, enquanto o marido trabalhava em outro restaurante do grupo.

O casal relatou ter perdido “vários funcionários” no incêndio. O estabelecimento, fundado em 2015 após uma reforma em um prédio abandonado, tinha capacidade para 300 pessoas, mas a lotação na hora do desastre ainda está sendo periciada.

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