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Calor no Adriático destrói mais de 90% da produção de mexilhões na Itália

Calor e falta de oxigênio no Adriático mataram até 25 mil toneladas de moluscos e causaram mais de 50 milhões de euros em prejuízo.

Calor no Adriático destrói mais de 90% da produção de mexilhões na Itália
Calor no Adriático destrói mais de 90% da produção de mexilhões na Itália. Foto: reprodução / Il Sole 24 Ore.

A alta temperatura da água do mar no Alto Adriático destruiu mais de 90% da produção de mexilhões da Emilia Romagna, entre 20 mil e 25 mil toneladas já prontas para a venda, além das sementes que seriam usadas na safra do ano que vem. O epicentro é a área entre Goro e Porto Garibaldi, onde se concentra mais de 60% do polo regional de criação em mar. A causa foi a combinação de água quente e anoxia, a falta de oxigênio. O monitoramento é da Confcooperative Agroalimentare e Pesca, segundo o jornal Il Sole 24 Ore.

Os danos diretos passam de 50 milhões de euros e devem crescer, porque a queda drástica das sementes vai derrubar a produção do próximo ano. O cultivo de mexilhões é sazonal: nesta época se formam os moluscos que atingem tamanho comercial entre março e o fim de agosto.

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No Vêneto, na Sacca di Scardovari (Rovigo), a água chegou a 32°C e cerca de mil quintais de mexilhões morreram em plena temporada comercial. O Consorzio Cooperative Pescatori del Polesine suspendeu a venda do produto DOP criado na laguna e limitou a produção às criações em mar aberto. “Estamos muito preocupados”, disse Vadis Paesanti, vice-presidente da Confcooperative Agroalimentare e Pesca da Emilia Romagna, que trabalha pelo reconhecimento de calamidade natural.

Leia também: Por causa de bactéria, praias na Riviera Italiana são fechadas

Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.

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