O tradicional bairro do Bixiga, reduto histórico da imigração italiana em São Paulo, prepara-se para um final de semana repleto de sabor e cultura. A Paróquia Nossa Senhora Achiropita promove, nos neste sábado e domingo, 11 e 12 de abril, o aguardado Festival da Fogazza, na Rua 13 de Maio.
A estrela da festa: a fogazza
Frita, dourada e com recheio generoso, a fogazza da Achiropita é um ícone da culinária paulistana. Preparada por voluntários que seguem receitas transmitidas entre gerações, a iguaria é o símbolo da resistência e preservação da identidade cultural dos imigrantes italianos na Bela Vista.

Solidariedade e fé
Além do prazer gastronômico, o festival tem um objetivo nobre. Toda a renda arrecadada com a venda das fogazzas será destinada às obras de restauro da igreja centenária da Achiropita.
É uma oportunidade para os visitantes saborearem o melhor da cozinha típica enquanto contribuem para a preservação de um dos patrimônios históricos e religiosos mais importantes da cidade.
Programe-se
O evento é uma recomendação certeira para quem deseja um passeio em família, desfrutando da hospitalidade e do ambiente festivo que só o Bixiga oferece.
Objetivo: Restauro da Paróquia Nossa Senhora Achiropita.
Quando: Sábado (11) e domingo (12), a partir das 12h.
Onde: Rua 13 de Maio, 478 – Bela Vista, São Paulo.
A origem da fogazza
Na Itália, não existe exatamente a “fogazza” frita e recheada que vemos nas quermesses de São Paulo. A inspiração vem de dois primos próximos:
- Focaccia: na Itália, a focaccia é um pão achatado, geralmente assado em formas grandes, temperado com azeite, sal e alecrim.
- Panzerotto: este é o “parente” mais direto. Originário da região da Puglia, o panzerotto é uma massa de pizza fechada em formato de meia-lua e frita (ou assada), geralmente recheada com tomate e mozzarella.
A evolução: o toque paulistano
Quando os imigrantes italianos chegaram a bairros como Bixiga, Mooca e Brás, eles adaptaram suas receitas aos ingredientes e ao gosto local.
A cultura das quermesses: a fogazza se tornou a estrela das festas de rua paulistanas (como a de San Gennaro ou de Nossa Senhora Achiropita). Lá, ela ganhou recheios variados e aquela característica massa elástica e generosa.
O nome: o termo “fogazza” parece ser uma corruptela brasileira ou um dialeto específico que se fixou por aqui para diferenciar esse “salgado” da focaccia tradicional de tabuleiro.




















































