Produtores de azeite da Itália foram às ruas para denunciar a queda dos preços e os tanques cheios de óleo extravirgem que não encontra comprador. O volume armazenado cresceu 46,7% em um ano, com mais da metade concentrada no Sul, sobretudo na Puglia e na Calábria, além da Toscana. Reunidos sob o nome Orgoglio Olivicolo, os agricultores pedem uma moratória bancária extraordinária, que só pode ser concedida se o governo declarar estado de crise agrícola, noticiou o jornal La Repubblica, nesta segunda-feira (19).
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A primeira manifestação ocorreu na Piazza Prefettura, em Bari. Os produtores atribuem a crise às falhas do sistema Made in Italy, defendido pelo ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida. Enquanto o preço no atacado chegou a 10 euros por quilo, agora caiu para 4 euros no mercado de Foggia, segundo o instituto Ismea. Donos de lagares, que compraram azeitonas por valores altos, ficaram endividados com os bancos e pararam de comprar dos agricultores.
Parte dos produtores aponta a importação de óleo estrangeiro barato, misturado ao italiano e vendido como extravirgem, como responsável pela desvalorização. Pedem fiscalização rígida. O prefeito de Bari, Vito Leccese, escreveu à autoridade sanitária local pedindo uma campanha de coleta e análise do azeite vendido na cidade, com atenção aos óleos 100% italianos oferecidos a preços muito baixos.
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