O ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara, afirmou que foram realizados 2.828 controles em escolas entre fevereiro e maio de 2026, atingindo 276 instituições em todo o país e resultando na apreensão de dezenas de armas. Entre os itens recolhidos estão facas, soqueiras, cimitarras, pistolas de ar comprimido, cassetetes e facões. Ele falou após o esfaqueamento de uma professora em uma escola de Roma, noticiou o jornal La Stampa, nesta sábado (19).
Valditara desmentiu informações de parte da imprensa sobre a suposta não aplicação da circular assinada com o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, que prevê controles nas escolas. A medida permite verificações extraordinárias na entrada dos colégios, inclusive com detectores de metal portáteis, a pedido dos diretores e com apoio das forças de segurança. O ministro rebateu quem classifica a iniciativa como repressiva e questionou se o direito de levar facas à escola deveria ser preservado.
Leia também: Calendário escolar 2026/27 na Itália: veja quando começam e terminam as aulas em cada região
Uma pesquisa do site Skuola.net indicou que sete em cada dez estudantes apoiam a diretriz. Do total, 28% se dizem muito favoráveis e 40% a consideram um bom fator de dissuasão, mas a ser aplicada em contextos de maior risco. Já 16% a veem como repressiva e sem efeito, e outros 16% acham que pode piorar o problema.
O levantamento apontou ainda demanda por prevenção. Para 47% dos estudantes, deveria haver cursos obrigatórios sobre educação.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.