As empresas italianas de comércio, turismo e alimentação vão pagar mais de 1 bilhão de euros a mais na conta de luz no segundo semestre de 2026. O peso maior recai sobre as lojas, com 494 milhões, seguidas por restaurantes (207 milhões), hotéis (164 milhões), bares (111 milhões) e grande distribuição (50 milhões). Em base trimestral, o gasto energético do setor pode chegar a 2,9 bilhões de euros, nível só visto em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, informou o jornal Il Sole 24 Ore, nesta sábado (19).
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A alta nasce de um duplo efeito. O consumo de eletricidade subiu 15% no terceiro trimestre ante a primavera, pelo maior uso de climatização no verão. E o preço da energia disparou. O Pun, preço de atacado da eletricidade, avançou 73,3% sobre a média de 2025 e 271,1% frente aos níveis pré-Covid. A diferença com os vizinhos europeus se ampliou para 65,3 euros por megawatt-hora ante a Alemanha, 67,2 ante a Espanha e 69,4 ante a França. Em 2019, o intervalo não passava de 16 euros.
O que pesa sobre a Itália é a matriz energética. Em 2025, o gás cobriu 43,7% da produção elétrica nacional, contra 18,2% na Espanha, 17,6% na Alemanha e 3,2% na França. As renováveis, paradas em 50%, ficam abaixo de Espanha (56,9%) e Alemanha (56,3%). Com essa dependência, toda tensão no gás se transfere ao preço da luz.
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