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Rússia ameaça Itália após declaração de Mattarella

‘Não ficará sem consequências’, advertiu governo Putin.

'Não ficará sem consequências', advertiu governo Putin.
Putin visitou Mattarella em Roma em 2019 | Foto: Getty Images.

A Rússia ameaçou a Itália nesta segunda-feira (17), ao reforçar que as palavras ditas pelo presidente Sergio Mattarella na Universidade de Marselha há alguns dias “terão consequências”.

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A declaração foi dada pela porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, que já havia criticado Mattarella na última sexta-feira (14) por comparar a invasão russa na Ucrânia ao Terceiro Reich nazista.

“Isso não pode e não será nunca deixado sem consequências”, advertiu Zakharova, citada pela agência Ria Novosti, acrescentando que o comentário “vem de uma pessoa que não pode saber quantos soldados italianos mataram nossos avós e bisavós em nosso país durante a Segunda Guerra Mundial sob a ideologia nazista”.

Além disso, a porta-voz russa ainda questionou “o embasamento do que foi dito na celebração dos 80 anos da nossa vitória”.

“Isto [a vitória sobre o regime nazista] foi tecido a partir das vidas de milhões de cidadãos soviéticos que não só libertaram suas pátrias e o nosso país, mas também que os libertaram do nazismo”, finalizou a representante do governo de Vladimir Putin.

O Palácio do Quirinale, sede da presidência italiana, não quis comentar as novas declarações russas.

No último dia 5 de fevereiro, durante um discurso na Universidade de Marselha, na França, Mattarella comparou a guerra deflagrada pela Rússia na Ucrânia com o “projeto do Terceiro Reich na Europa”, dizendo que “derivações autoritárias ganharam força em alguns países, atraídos pela ilusão de que regimes despóticos e antiliberais eram mais eficazes na proteção dos interesses nacionais”.

Além disso, o presidente afirmou que “uma sensação crescente de conflito, em vez de cooperação, se seguiu” e que “guerras de conquista” permaneceram, assim como o projeto do Terceiro Reich na Europa. “A atual agressão da Rússia contra a Ucrânia é exatamente dessa natureza”, acrescentou o italiano na ocasião. (ANSA)

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