Famílias, estudantes e professores de escolas italianas se mobilizam contra o decreto que impõe teto de 30% para alunos de origem estrangeira com dificuldade de falar italiano. O protesto começou em Roma, na escola Di Donato, no bairro Esquilino, com faixas escritas “ninguém é estrangeiro”. A campanha pede que o presidente Sergio Mattarella não assine a medida do governo Meloni, noticiou o jornal La Stampa, nesta domingo (27).
O decreto define um limite de estudantes estrangeiros por turma. Segundo os organizadores, a norma não avalia o conhecimento do italiano, mas conta passaportes. A escola Di Donato reúne crianças de cinquenta origens diferentes e é citada como modelo de integração. A ideia da mobilização partiu da presidente e da vice da associação de pais, ambas italianas com filhos italianos.
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“Na nossa escola as crianças não são cotas para distribuir”, afirmou Margherita Gentile, presidente da associação. O apelo circula em dezenas de grupos de mensagens desde a noite de sexta-feira e reuniu adesões de institutos romanos como Pisacane, Bonghi, Mazzini e Plinio. Também tem apoio da Rete Studenti Medi, que difunde o texto no Lácio e no resto da Itália.
Pais relatam medo de que filhos com passaporte italiano sejam afastados da escola por terem pele diferente. Jean René Bilongo, um dos autores do apelo, fala em condição de inferioridade injustificada.
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