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Brexit suíço? Referendo anti-imigrante pode afetar italianos

Se aprovado, “efeito dominó” pode se transformar em uma espécie de “Brexit suíço”

A Suíça tenta novamente colocar uma barreira legal à imigração. 

Exatamente 50 anos após a primeira consulta que arriscou causar a expulsão de 300 mil trabalhadores italianos, no próximo domingo, 27 de setembro, os cidadãos suíços voltarão a se manifestar sobre um projeto de lei denominado “Por uma imigração moderada”.

Em 1970, a proposta foi rejeitada com 54% dos votos. Desta vez, segundo pesquisas de opinião, o “Não” deve prevalecer. Uma levantamento encomendado pelo canal da TV estatal, de língua alemã, mostrou que 61% devem rejeitar a proposta.

Os promotores do referendo são os partidos da direita nacionalista; o governo, em vez disso, expressou que, aparentemente, se opõe à revogação dos acordos.

Um Brexit Suíço

O UDC, partido de direita que apóia o referendo, alega que a imigração na Suíça ultrapassou atualmente o limite crítico: 24% das pessoas que atualmente residem no país são estrangeiras, isso inclui os chamados “trabalhadores fronteiriços” – mais de 60 mil são da Itália.

A proposta pede uma emenda à Constituição suíça que proíbe qualquer tratado sobre a livre circulação de pessoas. 

Isso resultaria na rescisão automática do acordo em vigor com a União Europeia, que também inclui a Suíça no chamado “espaço Schengen”, e que, na prática, permite que todos os cidadãos da UE cruzem livremente as fronteiras suíças (e vice-versa). 

Se no domingo o “Sim” prevalecer, Berna terá 12 meses para negociar um novo acordo com Bruxelas, caso contrário as fronteiras serão fechadas automaticamente em 30 dias

Lado B

Cerca de 500 mil cidadãos suíços atualmente trabalham no exterior, e se o “Sim” vencer, eles fatalmente estarão com seus empregos ameaçados, ou seja, literalmente na rua.

Graças aos acordos bilaterais com a UE, as empresas suíças, em particular as PME, têm acesso direto ao seu principal mercado: os países vizinhos. 

Sem esse acesso, elas seriam menos competitivas.

Resumindo, a iniciativa acabaria criando mais problemas do que a direita suíça tenta resolver.

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