Siga o Italianismo

Olá, o que deseja procurar?

… Euro Hoje R$ 5,87

Cidadania

Adeus papel: cidades italianas começam a emitir só certidões digitais

Veja como a emissão de certidões digitais na Itália pode acelerar processos de cidadania e reduzir a burocracia.

Itália substitui papel por certidões digitais e promete acelerar serviços civis
Itália substitui papel por certidões digitais e promete acelerar serviços civis.

A Itália deu início à substituição definitiva dos registros civis em papel por documentos digitais. O novo modelo vale para certidões de nascimento, casamento, óbito e cidadania. A digitalização integra o Arquivo Nacional Informatizado dos Registros do Estado Civil (Ansc), plataforma criada pelo Ministério do Interior e gerida pela Sogei.

Em novembro, Pordenone, no Friuli Venezia Giulia, completou sua entrada no sistema. A cidade passou a redigir, assinar e armazenar digitalmente todos os atos civis, sem impressão, assinatura manual nem digitalização.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana

O primeiro registro oficial emitido no sistema foi um casamento, no dia 29 de novembro. No mesmo dia, houve o registro de um nascimento com assinatura digital do genitor e do oficial do estado civil. A cidade também emitiu uma transcrição de cidadania italiana por naturalização, já em ambiente digital.

Pordenone é um exemplo que representa o início de uma mudança em uma estrutura historicamente burocrática. Para quem aguarda a transcrição de documentos após o reconhecimento da cidadania italiana, a digitalização promete reduzir prazos, minimizar erros e evitar retrabalho por inconsistências.

O projeto conta com o apoio do Ministério do Interior e do Departamento de Transformação Digital da Presidência do Conselho de Ministros. Segundo as autoridades, a digitalização vai reduzir o tempo de tramitação, o volume de papel e as margens de erro.

A assinatura dos documentos pode ser feita por meio do SPID (Sistema Público de Identidade Digital) ou por cartão de identidade eletrônico. Casos especiais ainda permitem assinatura manual.

Publicidade

A cidade de Ascoli Piceno também passou a operar no novo sistema. Com isso, os registros em papel utilizados desde 1866 serão oficialmente desativados após 159 anos de uso contínuo.

“O fim dos registros em papel não é apenas uma atualização tecnológica, mas uma mudança cultural que vai melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços”, afirmou o prefeito Marco Fioravanti, ao jornal Il Resto del Carlino.

A digitalização está alinhada ao Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR) e a um processo nacional já em curso. Quatro meses após a ativação do Ansc, mais da metade dos municípios italianos já aderiram ao novo sistema.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana
Registros em papel utilizados desde 1866 serão desativados após 159 anos, marcando o fim de uma era nos “cartórios” italianos.

A implantação em Pordenone, que será a capital italiana da cultura em 2027, contou com apoio técnico da Insiel, empresa pública da região, que conectou o sistema municipal Ascot PA ao ambiente digital nacional.

A medida é considerada um passo relevante na modernização da administração pública na Itália, com impacto direto na vida dos cidadãos italianos e seus descendentes no exterior.

Newsletter

Últimas do Italianismo

Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.

Newsletter — Últimas do Italianismo

É gratuito e você cancela quando quiser.

1 Comentário

1 Comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira também:

Cidadania

Ferramenta reúne centenas de relatos, permite comparar o tempo de espera por município e é atualizada toda segunda-feira

Cidadania

As regras da cidadania italiana mudaram desde 2025. Veja quem tem direito por descendência, regras para filhos e netos, menores, documentos, custos, prazos, consulado,...

Cidadania

Entidade alega dificuldades de italianos no exterior com SPID, AIRE e outros serviços digitais; campanha estava distante das 500 mil assinaturas necessárias

Editorial

Os números do referendo exigem análise, não caça às bruxas. Antes de responsabilizar eleitores ou promotores, é preciso entender as barreiras de participação e...