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Aos 107 anos, italiana revela o que come todo dia e quer chegar aos 120

Nascida no Friuli e marcada pela guerra, ela mantém o bom humor e tem uma explicação simples para a vida longa.

Erminia, a centenária italiana que desafia o tempo graças ao alho e ao vinho tinto: "Pretendo viver até os 120 anos".
Erminia, a centenária italiana que desafia o tempo graças ao alho e ao vinho tinto: "Pretendo viver até os 120 anos".

Erminia Di Gianantonio tem 107 anos, mora na Toscana e diz que pretende chegar aos 120. Ao explicar a vida longa, ela aponta dois hábitos diários: um cálice de vinho tinto no almoço e um dente de alho cru no café da manhã.

Nascida em Avasinis di Trasaghis, no Friuli, ela foi retratada pelo Corriere della Sera em uma série sobre os centenários da Itália. O filho Paolo, 81 anos, piloto de helicóptero aposentado da Guardia di Finanza, acompanha a mãe no dia a dia.

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Vinho, alho e comida de roça

Paolo confirma os hábitos da mãe e conta que ela mantém uma rotina simples. Até os 103 anos, Erminia cozinhava sozinha, e ele a encontrava fritando salame na manteiga. A família vinha do campo, criava vacas leiteiras e produzia o próprio alimento.

Sobre o segredo, Erminia lista também a polenta amarela, o queijo latteria, o presunto e o salame, além de leite quente pela manhã. Ela toma um único comprimido, para a pressão, e acorda cedo, com o sol.

Erminia Di Gianantonio virou notícia na Itália ao revelar o que considera o segredo da vida longa: um cálice de vinho tinto no almoço e um dente de alho cru no café da manhã, todas as manhãs.
Erminia Di Gianantonio virou notícia na Itália ao revelar o que considera o segredo da vida longa: um cálice de vinho tinto no almoço e um dente de alho cru no café da manhã, todas as manhãs.

Uma vida marcada pela história

A trajetória de Erminia atravessou momentos difíceis. A família enfrentou a depressão econômica de 1929, e o pai chegou a emigrar para a Argentina. Ela se casou com Nicolino Cucurachi, financeiro de ascendência grega, que morreu em 1988, aos 73 anos.

Durante a Segunda Guerra, Erminia ajudou a salvar o marido das foibe de Basovizza. Segundo o filho, ela seguiu a coluna de prisioneiros, jogou o próprio sobretudo branco sobre Nicolino e ele escapou em meio à multidão.

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Perguntada sobre o melhor momento da vida, ela respondeu sem hesitar: «La nascita dei miei figli» (O nascimento dos meus filhos).

Erminia Di Gianantonio com o filho Paolo

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