Até pouco tempo atrás, o roteiro era óbvio: quem tinha cidadania partia para a Itália; quem não tinha, buscava Portugal. Mas em 2026, o jogo virou. O novo “El Dorado” dos brasileiros que ganham em Real, Dólar ou Euro é a Espanha.
O movimento não é por acaso. Enquanto Lisboa sofre com aluguéis proibitivos e Roma lida com uma burocracia que parece parada no século passado, o governo espanhol abriu as portas com o Visto de Nômade Digital mais eficiente da União Europeia.
O fim do “sonho português”?
Portugal foi a porta de entrada por uma década, mas o custo de vida em 2026 forçou uma debandada. O salário mínimo subiu, e com ele, a exigência de renda para o visto D8 (Nômade Digital) disparou. Hoje, exige-se quase 3.300€ (aproximadamente R$ 21.000) e renda mensal, um valor fora da realidade de muitos profissionais remotos que ganham em Real.
Itália: O charme esbarra na lentidão
A Itália lançou seu visto para nômades, mas brasileiros reclamam da descentralização. Cada comune (prefeitura) interpreta a regra de um jeito, e conseguir o código fiscal e a residência pode levar meses de agonia e idas a guichês. Além disso, a carga tributária italiana para autônomos (Partita IVA) pode ser uma armadilha se você não tiver uma assessoria cara.
A cartada mestre da Espanha: A Lei Beckham
O que está atraindo o brasileiro para cidades como Valência, Málaga e Madrid é a Lei Beckham. Em 2026, nômades digitais podem optar por pagar uma taxa fixa de 24% de imposto sobre os seus rendimentos, protegendo o salário das alíquotas progressivas que, em outros países, confiscam quase metade do que você ganha.
| Critério | Espanha 🇪🇸 | Portugal 🇵🇹 | Itália 🇮🇹 |
|---|---|---|---|
| Renda Mínima | ~2.640€ | ~3.280€ | ~2.700€ |
| Burocracia | Digital/Rápida | Lenta/Saturada | Confusa/Presencial |
| Imposto (Nômades) | Fixo 24% | Progressivo | Variável |
| Custo Aluguel | Moderado | Altíssimo | Alto (Norte) |
A melhor opção
A Espanha venceu a corrida pela infraestrutura. Enquanto na Itália você pode sofrer com uma internet instável em vilas charmosas, e em Portugal você paga preço de Londres para morar em apartamentos sem calefação, a Espanha oferece cidades modernas com um custo de vida que ainda permite jantar fora no final de semana.
































































