O prestigiado instituto inglês Institute for Quality of Life divulgou nesta quarta-feira (8) os resultados do Happy City Index 2026. O relatório, que avalia indicadores como economia, ambiente, governança e mobilidade, revelou um cenário de alerta para as metrópoles italianas: nenhuma delas conseguiu a “medalha de ouro” (reservada às 50 primeiras colocadas no mundo).
As líderes italianas: o triunfo da Emilia-Romagna
Pelo segundo ano consecutivo, a região da Emilia-Romagna domina o topo da lista italiana. Bologna aparece em 73º lugar no ranking global, sendo celebrada por sua cultura e administração. Logo atrás, Parma garantiu a 77ª posição, destacando-se pela resiliência e qualidade de seus serviços urbanos.
O declínio de Roma e a surpresa de Milão
A maior preocupação do relatório recai sobre Roma. A capital italiana despencou para a 144ª posição, perdendo quase 30 lugares em relação ao ano anterior. Problemas crônicos de mobilidade e gestão de resíduos parecem ter pesado na percepção de bem-estar.
Já Milão, apesar de figurar entre as cidades mais poluídas e engarrafadas da Europa, conseguiu segurar a 80ª posição, impulsionada pelas oportunidades de trabalho e dinamismo econômico.
Novas entradas e o sul da Itália
A edição de 2026 trouxe Verona (146º) como uma nova e promissora entrada. No Sul, Messina (158º) e Bari (164º) superaram cidades maiores como Napoli, que caiu para a 202ª posição, enfrentando dificuldades estruturais severas. O ranking italiano é encerrado por Salerno (208º).
Placar da felicidade: cidades italianas em 2026
| Cidade | Posição global | Status |
| Bologna | 73º | 1ª na Itália |
| Parma | 77º | Alta qualidade de vida |
| Milano | 80º | Líder econômica |
| Roma | 144º | Forte queda |
| Verona | 146º | Estreante no ranking |
| Napoli | 202º | Em crise de posição |
Onde o Brasil e Portugal entram na lista?
Para termos uma dimensão real da performance italiana, vale olhar para o desempenho de outras cidades queridinhas dos brasileiros. O Happy City Index 2026 trouxe surpresas interessantes:
O exemplo de Barcelona: no Mediterrâneo, quem dá aula de felicidade urbana é Barcelona. A cidade espanhola cravou a 12ª posição mundial, mostrando como conciliar turismo massivo com altíssima qualidade de vida para os moradores.
O fenômeno São Paulo: surpreendentemente, São Paulo (61ª) aparece melhor classificada que qualquer cidade italiana, incluindo a líder Bologna (73ª). A capital paulista garantiu uma posição de destaque, à frente de Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).
A “Maia” de Portugal: se você pensa que Lisboa ou Porto lideram entre os portugueses, se enganou. A cidade de Maia (69ª), na região do Porto, é a melhor classificada de Portugal, superando também todas as representantes da Itália.
























































