A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, registra 44% de avaliação positiva, segundo a pesquisa do instituto Ipsos. O levantamento também indica queda de Fratelli d’Italia, Lega e Partito Democratico e aponta impacto direto do novo partido de Roberto Vannacci no equilíbrio do centro-direita.
O Fratelli d’Italia (Meloni) aparece com 28%. O Partito Democratico (Elly Schlein) tem 20,7%. A Lega (Salvini) registra 6,1%. O novo movimento Futuro Nazionale (Roberto Vanacci) é estimado em 3,6%.
Política interna e novo partido
A saída de Vannacci da Lega e a criação do Futuro Nazionale provocaram mudanças nos fluxos de voto.
Segundo os dados divulgados pelo Corriere della Sera, a Lega perde 1,9 ponto percentual. O Fratelli d’Italia recua 1,4 ponto. A Forza Italia (Tajani) é estimada em 8,4 por cento, com queda de 0,3 ponto.
Os fluxos indicam que quase dois terços dos votos do Futuro Nazionale vêm de eleitores da Lega e do Fratelli d’Italia. Há também atração de parte do eleitorado que antes se declarava indeciso ou não votava.
Intenção de voto
Oposição
No campo da oposição, o Partito Democratico (PD) recuou mais de um ponto no último mês e chegou a 20,7 por cento.
O Movimento 5 Stelle está estável em 13,4 por cento.
A Alleanza Verdi e Sinistra sobiu para 6,8 por cento. A Azione registrou 2,8 por cento. A +Europa marcou 1,8 por cento. A Italia Viva permaneceu em 2,4 por cento.
Avaliação do governo
A avaliação do governo permanece estável. O índice de aprovação do Executivo é de 43 por cento entre os que expressam opinião.
A primeira-ministra Giorgia Meloni registra 44 por cento de avaliação positiva.
Entre os líderes, Antonio Tajani aparece com índice de 30. Giuseppe Conte tem 28. Elly Schlein marca 25.
Roberto Vannacci estreia no levantamento com índice de 18.
Impacto na maioria e lei eleitoral
O cenário influencia o debate sobre a proposta de lei eleitoral chamada Stabilicum. O texto prevê bônus de maioria para quem alcançar 40 por cento dos votos.
Com o Futuro Nazionale, o centro-direita atingiria 46,9 por cento, contra 45,1 por cento do campo progressista.
Sem Vannacci, o centro-direita teria 43,3 por cento, abaixo do bloco adversário.
A Azione ficaria fora da distribuição de cadeiras por estar abaixo da cláusula de barreira de 3 por cento para partidos sem coligação.
O quadro político permanece em movimento. O resultado do referendo constitucional, previsto para acontecer nos dias 22 e 23 de março de 2026, e o avanço do debate sobre a reforma eleitoral podem alterar novamente o cenário.





























































