A engenheira química Eliana Zamprogna deixou a Itália em 2003 e construiu carreira na Suíça, país que a princípio seria apenas uma parada temporária. Ela conta que foi promovida a gerente no momento em que já pensava em ir embora e que a empresa investiu nela mesmo quando estava grávida. Antes disso, tinha formação em Engenharia Química, com passagem também pelos Estados Unidos, e algumas oportunidades profissionais já em vista, noticiou o jornal Il Fatto Quotidiano, nesta domingo (20).
O relato integra uma série de histórias de italianos que buscaram no exterior condições de trabalho e crescimento profissional que não encontravam no próprio país. A trajetória de Zamprogna ilustra um percurso comum entre profissionais qualificados que saíram da Itália nas últimas décadas. Muitos partem com a ideia de uma estadia curta e acabam se fixando fora, atraídos por oportunidades de carreira.
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Quando decidiu se mudar, Zamprogna não tinha um projeto definido para deixar a Itália em definitivo. Disse a si mesma que ficaria “por um par de anos”. A Suíça deveria ser apenas uma parêntese na vida dela. O que se seguiu, porém, foi uma sequência de reconhecimentos profissionais que mudaram esse plano inicial.
Segundo o próprio relato, dois episódios marcaram a permanência dela no país. O primeiro foi a promoção a cargo de gerência, oferecida justamente na fase em que considerava desistir e voltar.
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