Um tribunal de Milão, na Itália, absolveu nesta quarta-feira (14) a influenciadora digital e empresária Chiara Ferragni. Ela respondia a um processo por fraude agravada em campanhas beneficentes envolvendo doces natalinos e ovos de Páscoa.
A sentença foi proferida pelo juiz Ilio Mannucci Pacini após quase quatro meses de julgamento. A influenciadora era acusada de promover falsas ações de caridade com produtos que levavam sua marca.
O magistrado não reconheceu o agravante de falta de possibilidade de defesa dos compradores. Esse ponto era defendido pelo Ministério Público e permitia a continuidade do processo mesmo sem denúncia das partes lesadas.
Como a entidade de defesa dos consumidores Codacons retirou a queixa há cerca de um ano, o crime foi tratado como fraude simples. Por conta de um acordo de indenização prévio, o juiz declarou a extinção do crime.
O Ministério Público pedia a condenação da empresária a um ano e oito meses de prisão. Além de Ferragni, o ex-colaborador Fabio Damato e o empresário Francesco Cannillo também foram absolvidos no mesmo processo.
Ao deixar o tribunal, Chiara Ferragni declarou que o desfecho encerra um pesadelo de dois anos. Ela afirmou que sempre teve confiança na Justiça e agradeceu o apoio de seus seguidores.
As investigações apontaram que as doações prometidas foram feitas antes do início das campanhas. Os valores repassados a um hospital e a uma ONG eram menores do que o faturamento arrecadado com as vendas.
A defesa de Ferragni argumentou que não houve dolo nas ações. Segundo os advogados, tratou-se de publicidade enganosa, questão que já havia sido resolvida com o pagamento de indenizações nas instâncias competentes.
Durante a repercussão do caso, a influenciadora doou 2,2 milhões de euros para as instituições envolvidas. Ela também firmou acordos para ressarcir consumidores afetados pelas campanhas comerciais.































































