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Deputado Porta desmente MAIE: italianos no exterior não perderão direito à saúde

Deputado esclarece o que muda com a nova lei de saúde e reforça que acesso gratuito continua garantido a quem vive fora da Itália.

Deputado Fabio Porta rebate desinformação sobre nova lei de saúde para italianos no exterior.
Deputado Fabio Porta rebate desinformação sobre nova lei de saúde para italianos no exterior.

O deputado Fabio Porta (PD), eleito na América do Sul, divulgou nota criticando o Movimento Associativo Italiani all’Estero (MAIE) por divulgar informações que, segundo ele, distorcem o conteúdo da nova lei sobre assistência sanitária para italianos no exterior, aprovada no dia 27 pela Câmara dos Deputados.

O texto aprovado é de autoria de Christian Di Giuseppe (FdI), partido da primeira-ministra Giorgia Meloni, e foi unificado com proposta semelhante do próprio Partido Democrático. A nova norma, segundo Porta em nota ao Italianismo, não altera o sistema atual de proteção e assistência gratuita garantido aos inscritos no AIRE, mas oferece uma opção adicional, mediante contribuição, para quem quiser acessar os serviços contínuos e completos do Sistema Sanitário Nacional (SSN).

“Afirmações distorcidas são graves”, escreveu Porta. “Geram preocupações injustificadas entre os nossos concidadãos no exterior e podem levar a interpretações erradas da norma por parte da administração”, disse.

O deputado detalhou que continuam válidas as coberturas de emergência, os três meses de assistência temporária e os acordos de segurança social em vigor. A nova lei apenas cria uma alternativa facultativa, e não uma obrigação.

O texto prevê uma contribuição de 2 mil euros, mas o Partido Democrático se declarou contra esse valor fixo. Porta afirmou que o PD defendeu a diversificação do valor conforme a renda e o país de residência, além da isenção para estudantes e aposentados. Com a rejeição das emendas, o partido não votou a favor do artigo 2, que trata especificamente da contribuição econômica.

Porta concluiu afirmando que é “falso e perigoso” dizer que os italianos no exterior terão que pagar 2 mil euros para ter acesso à saúde pública. “Isso faz parecer que aprovamos uma norma que altera a situação atual e obriga todos a pagar, o que não é verdade”, declarou.

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